O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), afirmou que o Podemos não dará aval a nenhuma composição eleitoral construída sem diálogo e deixou claro que o partido vai discutir espaço nas chapas majoritárias e proporcionais para as eleições de 2026. O partido irá condicionar o apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ou ao senador Wellington Fagundes (PL) a indicação do vices suplentes ao Senado na chapa.
A esposa de Max, a prefeita de Jaciara, Andreia Wagner, que também irá migrar ao Podemos, é o nome mais cotado para ser indicado na . Por fora, surge o nome do empresário Elson Ramos.
Em processo de filiação à sigla, marcada para o dia 7 de março, o parlamentar destacou que decisões não serão impostas e que a definição dos rumos passará pelas lideranças partidárias. “O que alimenta a política é o diálogo, a conversa. Você está conversando constantemente para poder fazer encaminhamentos, alinhar os projetos, discutir os planos de governo para a gente fazer um bom encaminhamento”, comentou.
Segundo ele, as decisões não serão individuais e envolverão todo o grupo político da sigla. “O Podemos não vai ser o deputado Max, tem mais dois deputados juntos comigo e vários prefeitos. Essas lideranças que vão decidir e escolher qual caminho que a gente vai adotar”, ressaltou.
Max também destacou o peso eleitoral que o partido projeta para a próxima legislatura e afirmou que isso colocará o Podemos em posição de disputa nas articulações políticas. “Lógico que a participação de um partido que vai fazer a maior bancada na próxima legislatura aqui na Assembleia. Um partido que tem uma chapa muito boa de deputado estadual, uma chapa de deputado federal. Vai ser um partido disputado, procurado e nós vamos fazer a conversa de forma transparente”, diz.
PROJEÇÕES
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O presidente da Assembleia avaliou que o cenário de 2026 deve concentrar as vagas de deputado federal em poucos partidos, em razão do alto coeficiente eleitoral e da disputa acirrada. Mesmo assim, afirmou que o Podemos trabalha para ampliar sua representação. “Podem anotar: o Podemos vai eleger, no mínimo, seis deputados estaduais. Todo mundo duvidou da gente na eleição passada e fizemos quatro. Agora, vamos crescer”, destacou.
Sobre a disputa para a Câmara Federal, Max reconheceu as dificuldades, mas disse que a sigla está se estruturando. “A eleição para deputado federal não é simples. São poucas vagas, coeficiente alto e uma disputa muito dura. Não é uma conta fácil. Mas o Podemos está se preparando, estudando nomes e trabalhando para tentar eleger deputado federal”, pontuou.
Ele também comentou os desafios da montagem da chapa proporcional. “A chapa não é fácil, são poucos nomes, precisa ter mulheres competitivas, pessoas que representem e puxem voto. É um desafio grande, mas estamos construindo”, emendou.
Ao ser questionado sobre o desenho antecipado do grupo do governador Mauro Mendes (UB) Max classificou a composição como um desejo do atual chefe do Executivo, mas reforçou que nenhuma definição está fechada antes das convenções. “É natural que o governador sonhe com uma chapa. Todo líder sonha com um projeto. Mas a política tem níveis de debate e tudo isso só se concretiza nas convenções. Elas é que vão falar por si e definir os rumos dos grupos políticos”, colocou.
Por fim, ao comentar seu nome como possível candidato ao Governo do Estado, o deputado adotou tom cauteloso. “Eu não tenho poder nem autoridade para decidir isso sozinho. Essas conversas passam pelo partido, pelas lideranças, pelos interesses do Estado. Tudo será construído coletivamente”, finalizou.