A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Sinop, com apoio do Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional, prendeu nesta quarta feira (25), no bairro Jardim América, em Sinop, um homem identificado pelas iniciais C.H.C.R., investigado por utilizar perfis em redes sociais para promover apologia ao crime e intimidar autoridades públicas.
As investigações tiveram início após a identificação de interações suspeitas em transmissões ao vivo realizadas nos canais oficiais do Governo do Estado. Durante essas lives, o perfil monitorado passou a publicar mensagens com textos e simbologias associadas a facções criminosas, promovendo-as, em afronta e intimidação a autoridades estaduais enquanto discursavam sobre o enfrentamento ao crime organizado.
Com o aprofundamento das diligências técnicas, foi possível vincular o perfil utilizado nas transmissões a outras contas na mesma plataforma, todas atribuídas ao mesmo investigado. O trabalho de inteligência identificou ainda o uso de dados falsos em cadastros digitais e a replicação de conteúdos entre perfis, o que reforçou os indícios de autoria. As postagens mais recentes apontavam ostentação de valores em dinheiro, arma de fogo e a reiteração de símbolos relacionados a organizações criminosas, além de registros realizados no interior e no entorno da residência do suspeito.
Diante do conjunto probatório reunido, a Polícia Civil representou judicialmente por medidas cautelares, dentre elas busca e apreensão domiciliar e prisão preventiva.
Durante a abordagem policial, o suspeito foi flagrado na posse de diversas porções de substância análoga à cocaína. Em razão do entorpecente apreendido, ele também foi autuado em flagrante delito pelo crime de tráfico de drogas, passando a responder não apenas pelos delitos já investigados, mas também pelo crime de tráfico de drogas.
O caso integra a estratégia de enfrentamento à atuação de organizações criminosas no ambiente digital, especialmente quanto ao uso de redes sociais para intimidação de agentes públicos, propaganda ideológica e incitação a práticas ilícitas. As investigações prosseguem para identificação de outros envolvidos e eventual responsabilização penal de integrantes da rede de apoio ao investigado.