A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira (8), um novo mandado de busca e apreensão na casa onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, em Brasília. A informação foi divulgada pelo advogado de defesa João Henrique Freitas, em publicação na rede social X.
Segundo o defensor, o mandado foi assinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e tinha como objetivo localizar armas, munições, acessórios e documentos de registros. A operação durou cerca de uma hora.
Ainda conforme a defesa, nenhum item foi encontrado no local.
A ação ocorreu após Moraes manter a prisão domiciliar de Bolsonaro e determinar que todas as armas registradas em nome do ex-presidente fossem entregues à Polícia Federal.
Inicialmente, a defesa informou ao STF que oito armas estariam em um Batalhão do Exército e outras duas com a Polícia Federal. No entanto, o Exército localizou e entregou apenas seis armas à Superintendência da PF.
De acordo com o comandante do Batalhão de Polícia do Exército, tenente-coronel Caio de Vargas Lisbôa, duas armas não foram encontradas nas dependências da unidade: uma pistola Glock calibre 9 mm e uma espingarda Maestro Arms Company calibre 12.
Em nova manifestação enviada ao Supremo, os advogados de Bolsonaro afirmaram que a espingarda Maestro Arms Company permaneceu, desde a aquisição, sob guarda da empresa Maragato BR Importações de Artigos Bélicos, em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.
Segundo a defesa, o armamento teria sido recebido como presente, mas nunca chegou a ser retirado da empresa.
Entre as armas entregues pelo Exército à Polícia Federal estão pistolas, carabina/fuzil e espingarda, algumas de uso restrito.
O caso envolvendo as armas de Bolsonaro ganhou novo desdobramento após a apreensão, em junho, de uma arma registrada em nome do ex-presidente durante abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal. O episódio levou à abertura de inquérito.
Em depoimento, Bolsonaro admitiu que a arma apreendida era dele e estava em sua residência. Após o caso, Moraes determinou que o ex-presidente entregasse todas as armas de fogo registradas em seu Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador à Polícia Federal.