O deputado federal Fábio Garcia descartou ser vice na chapa à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Segundo ele, é necessário o União Brasil resolver “problemas internos”.
Isto é, se a sigla terá candidatura própria com o senador Jayme Campos como nome ou se de fato apoiará a reeleição do atual gestor ao Palácio Paiaguás. “Não tem nada a ver com projeto de vice e nunca trabalhei com esse projeto. Trabalho com pré-candidatura a federal. É um cargo muito debatido, mas tem seu tempo, primeiro do próprio candidato e depois dos partidos. Tem que ter tranquilidade. Pra gente participar dessa discussão a gente primeiro precisa resolver os nossos problemas internos. Tudo tem seu tempo e precisamos respeitar isso”, declarou à Rádio Verde, nesta segunda-feira (25).
De acordo com ele, Jayme como qualquer membro do União Brasil tem o direito legítimo de colocar o seu projeto político para ser analisado pelo partido. No entanto, há um impasse porque o ex-governador Mauro Mendes defende o projeto do Pivetta.
“Se não houver um entendimento, defendo que a gente faça os diálogos necessários para buscar esse entendimento até os 45 do segundo tempo, antes das convenções. Se não houver, então haverá uma definição nas convenções com uma particularidade do União Brasil”, disse.
Garcia explicou que o União fará sua convenção e decidirá qual projeto seja ele Pivetta, Jayme ou outro. Além disso, outro partido da federação, o Progressistas (PP) também terá sua convenção separada e definirá qual projeto. “Caso haja divergência, uma comissão de 7 membros opinará. O Estatuto também traz a possibilidade da Nacional interferir nas decisões municipais ou estaduais”, explicou.
Questionado sobre ainda ter chances de trocar o União pelo Podemos, e consequentemente ser vice na chapa de Pivetta, ele descartou. “O diálogo que tive com o Podemos não foi por conta de ser vice do Pivetta. É normal durante a janela partidária que os partidos busquem candidatos à federal porque cada federal eleito é um pouco mais de tempo na TV, fundo eleitoral, têm muito esse interesse”, esclareceu.