A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (24), um homem de 20 anos investigado pelos crimes de extorsão e invasão de dispositivo informático com obtenção de informações sigilosas. A prisão foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Rondonópolis.
As investigações começaram após uma mulher de 29 anos procurar a delegacia para denunciar que vinha sendo ameaçada por um homem que exigia um encontro íntimo em troca de não divulgar imagens e vídeos privados armazenados em seu celular.
Segundo o relato da vítima, ela não sabia como o suspeito havia conseguido acesso ao conteúdo íntimo. No entanto, informou aos investigadores que, um dia antes das ameaças, havia procurado uma assistência técnica para realizar o desbloqueio do aparelho, ocasião em que um funcionário teve acesso ao dispositivo.
Diante da gravidade do caso, a Polícia Civil iniciou imediatamente diligências para identificar o autor da chantagem. Durante as investigações, os policiais tiveram acesso às conversas mantidas entre o suspeito e a vítima, nas quais ele fazia ameaças e exigências relacionadas à divulgação do material íntimo.
Os levantamentos apontaram o envolvimento direto do atendente que havia manuseado o celular da mulher. Localizado na região central da cidade, o suspeito foi abordado e, durante entrevista com os policiais, confessou ter acessado as imagens privadas da cliente e admitiu a prática da extorsão.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, o homem mantinha contato com a vítima poucas horas antes de ser preso.
Diante da situação de flagrante, ele foi encaminhado à Delegacia Especializada de Roubos e Furtos, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis.
A Polícia Civil destacou que a rápida denúncia foi fundamental para interromper a prática criminosa, preservar a integridade da vítima e impedir a divulgação indevida das imagens obtidas ilegalmente.
A corporação também reforçou a importância de que vítimas de extorsão e crimes cibernéticos procurem imediatamente uma unidade policial, pois a comunicação rápida amplia as chances de identificação dos autores e permite a adoção de medidas urgentes para proteção das vítimas.