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Juarez acusa Leitão de vazar delação

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Acusado de receber R$ 30 milhões e um veículo de luxo como propina, o deputado federal Juarez Costa (Republicanos) negou qualquer irregularidade relacionada à concessão dos serviços de água e esgoto no período em que foi prefeito de Sinop e afirmou que não há provas que sustentem as delações premiadas feitas por ex-executivos da concessionária Aegea. O parlamentar também apontou, de forma indireta, o ex-deputado federal Nilson Leitão (PP) como responsável pelo vazamento das informações em pleno período pré-eleitoral. Procurado pela reportagem, Leitão disse não ter envolvimento no caso e afirmou estar focado em seu projeto para retornar ao Congresso Nacional.

A troca de farpas reacende a rivalidade histórica entre os dois líderes políticos do Nortão e expõe um racha entre siglas que tendem a integrar a base de apoio ao governador e pré-candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos).

Na manhã desta quarta-feira (17), Juarez Costa destacou que as informações envolvendo o seu nome no escândalo surgem novamente em período pré-eleitoral e insinuou que um adversário político estaria por trás da divulgação das denúncias. Sem citar nomes, o parlamentar afirmou que conhece o responsável pela repercussão do caso. “Isso vem justamente do adversário que fez a primeira vez, que fez a segunda, que fez a terceira, fez a quarta e agora fez a quinta. O meu adversário já foi deputado federal e prefeito. Não vou falar o nome, mas eu sei quem é e isso para mim é o que importa”.

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Juarez afirmou que sua defesa ainda não teve acesso aos autos da colaboração nem aos documentos que embasam as acusações divulgadas pela imprensa. Segundo ele, qualquer conclusão neste momento seria precipitada. O deputado disse receber as informações com tranquilidade, mas manifestou preocupação com a divulgação de relatos que, segundo sua avaliação, estariam sustentados apenas por declarações de colaboradores interessados em benefícios.

O parlamentar também questionou o momento em que os relatos vieram a público. De acordo com ele, os fatos narrados teriam ocorrido há mais de uma década, em uma delação firmada há seis anos e homologada apenas em 2025. “A divulgação seletiva desses relatos neste momento, às vésperas de um novo ciclo eleitoral, naturalmente desperta questionamentos”, afirmou. Juarez ainda negou qualquer participação em suposto favorecimento à empresa durante o processo de concessão dos serviços de água e esgoto de Sinop. Ao rebater as acusações, o deputado sustentou que a aprovação da concessão ocorreu dentro da legalidade e foi conduzida pela Câmara Municipal.

“Quem aprova é a Câmara. Dos 15 vereadores, 13 aprovaram o processo de concessão. O prefeito não aprova e não modifica sozinho’, declarou. Juarez também ressaltou que não possuía maioria no Legislativo municipal à época.

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