Sorriso registra 45 casos de dengue e 19 de chikungunya em 2026

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A Secretaria Municipal de Saúde de Sorriso (Semsa) divulgou nesta segunda-feira (30) o boletim atualizado de monitoramento das arboviroses no município. Conforme os dados do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs), registrados no Sistema Sinan On-line, entre 1º de janeiro e o fim de junho foram confirmados 45 casos de dengue e 19 de chikungunya. Um caso suspeito de zika vírus chegou a ser investigado, mas foi descartado.

O levantamento aponta que janeiro concentrou o maior número de registros de dengue, com 10 casos confirmados. Em fevereiro e março foram sete casos em cada mês; abril teve nove registros; maio contabilizou sete e junho cinco. Já os casos de chikungunya foram distribuídos ao longo do semestre, com quatro ocorrências em janeiro, cinco em fevereiro, quatro em março, três em abril, dois em maio e um em junho.

Entre as regiões com maior número de notificações, o bairro Mário Raiter teve quatro casos de dengue e o Distrito de Primavera registrou três. Nos demais bairros, os registros variaram entre um e dois casos. Em relação à chikungunya, Bela Vista e Rota do Sol tiveram dois casos cada, enquanto as demais ocorrências foram distribuídas em outros pontos da cidade.

De acordo com a coordenadora do Cievs, enfermeira Cátia Luciano, os números são considerados baixos diante dos seis meses de acompanhamento e refletem o trabalho contínuo das equipes de vigilância. A preocupação agora é manter o controle, especialmente com a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

A coordenadora da Vigilância em Saúde Ambiental, Claudete Damasceno, reforça que este é um período importante para a população redobrar os cuidados em casas e empresas. “Estamos no período chuvoso e é necessário eliminar criadouros agora e manter esse olhar de forma contínua. Não temos pico de arboviroses, não há procura elevada e queremos manter dessa forma”, destacou.

O secretário municipal de Saúde, médico Vanio Jordani, alerta ainda para os impactos da chikungunya, que pode evoluir para uma fase crônica. Segundo ele, alguns pacientes permanecem com dores por meses após a fase inicial da doença. A orientação é que pessoas com sintomas procurem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação e acompanhamento adequado.

As equipes da Vigilância Ambiental seguem realizando visitas em residências, empresas e pontos estratégicos para identificar e eliminar possíveis focos do mosquito. A população também é orientada a reservar alguns minutos por semana para verificar quintais, eliminar água parada, evitar acúmulo de lixo e descartar corretamente resíduos.

Denúncias sobre criadouros, descarte irregular de lixo ou lançamento de água servida podem ser feitas ao Núcleo Integrado de Fiscalização (NIF) pelo telefone (66) 99927-2611. A recomendação é que móveis, eletrodomésticos velhos, restos de podas e outros materiais sejam descartados conforme o calendário de coleta de resíduos sólidos do município, evitando a formação de novos criadouros.

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