Conselheiro filia ao PRD e é cotado para vice de WF ao Governo de MT

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O juiz Marcos Aurélio dos Reis Ferreira, da 39ª Zona Eleitoral de Cuiabá, homologou a regularização de filiação partidária do conselheiro aposentado do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Valter Albano da Silva, no Partido Renovação Democrática (PRD). Com isso, Albano surge como uma opção para ser vice na chapa do pré-candidato ao Governo Wellington Fagundes (PL). 

Conforme os autos, Albano, que pe cotado para também elaborar o plano de governo do bolsonarista, alegou que se filiou ao PRD em 1º de abril de 2026 e sua desfiliação do partido Solidariedade no dia 3 de abril. No entanto, constava no Sistema FILIA dois registros seus de filiação partidária.

Ele pediu que fosse mantido apenas o do PRD. O MPE manifestou-se favorável ao pedido.

Ao analisar o processo, o magistrado observou que em caso de duas filiações registradas no mesmo dia, deve se manter a indicada pelo eleitor. “Desse modo, defiro o pedido, para que seja reconhecida e mantida a filiação do requerente ao PRD, com o consequente cancelamento do registro de filiação ao Partido Solidariedade”, determinou. 

Valter Albano se aposentou voluntariamente do TCE-MT no dia 22 de dezembro de 2025, aos 73 anos de idade, cerca de um ano e meio antes de atingir a idade limite da aposentadoria compulsória, que ocorre aos 75 anos. Ele completou 24 anos de atuação na Corte de Contas, tendo sido empossado em dezembro de 2001 por indicação do então governador Dante de Oliveira (PSDB). 

Com a homologação, Albano surge como possível vice na chapa de Wellington Fagundes, já que o presidente da sigla é Aluízio Lima, ex-vereador e assessor político da deputada estadual Janaína Riva (MDB), nora do pré-candidato. Nos bastidores, é garantido que o PRD irá apoiar o bolsonarista. 

ENTENDA O CASO 

Em março deste ano a Federação Renovação Solidária, formada pelo PRD e pelo Solidariedade, destituiu os diretórios estaduais dos dois partidos em Mato Grosso, à época comandado pelo ex-secretário da Casa Civil e suplente de Fagundes, Mauro Carvalho. 

Tanto ele como demais parlamentares que migraram para a legenda acusaram a parlamentar, que preside o MDB em Mato Grosso, de ‘surrupiar’ o novo partido e causar a implosão do mesmo. Janaína nega, mas a confirmação do aliado na direção estadual voltou a causar rumores. 

Carvalho, em entrevista recente, debochou que a tentativa de controlar a sigla para atrair lideranças políticas não surtiu efeito e acabou produzindo o resultado inverso. “Se naquele momento eles estavam querendo assumir o PRD para conquistar suas lideranças, realmente o tiro saiu pela culatra porque não vai ficar ninguém no PRD”, ironizou.

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