A Câmara de Sinop aprovou a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades na comercialização de terrenos, jazigos e sepulturas no Cemitério Municipal. O requerimento foi apresentado pelo vereador Enio da Brígida e aprovado em sessão ordinária realizada no fim de junho.
A comissão terá prazo de 180 dias para apurar as denúncias. Segundo o parlamentar, novos relatos chegaram ao gabinete apontando que terrenos no cemitério estariam sendo negociados de forma irregular, com pagamentos feitos diretamente a terceiros. Os valores citados nas denúncias variam entre R$ 2 mil e R$ 20 mil.
Enio afirmou que o caso já havia sido levado ao Ministério Público de Mato Grosso e à Polícia Civil em março do ano passado, quando foram apresentados comprovantes de transferências via PIX e documentos que, segundo os denunciantes, teriam sido usados para dar aparência de legalidade às negociações.
“Achávamos que essa situação tinha parado, mas as denúncias voltaram a chegar, agora com valores ainda maiores. Analisamos os documentos recebidos e entendemos que a CPI é o caminho para esclarecer o que está acontecendo e apontar os responsáveis”, declarou o vereador.
De acordo com o requerimento aprovado, a CPI vai investigar a possível venda irregular de terrenos, jazigos e sepulturas, além de apurar se houve pagamentos ligados às denúncias, participação de agentes públicos ou particulares e eventuais falhas nos mecanismos de controle e fiscalização da administração do cemitério.
O vereador também destacou que, caso os pagamentos fossem feitos pelos canais oficiais, os recursos deveriam ser destinados ao município e aplicados na manutenção e melhoria do Cemitério Municipal.
A comissão será formada pelos vereadores Enio da Brígida, Elbio Volkweis, Gilsimar Silva, Rodrigo Gargantini, Sandra Donato, Toninho Bernardes e Zezinho Construtor. A escolha do presidente e do relator ficará a cargo dos próprios membros da CPI.
As investigações devem ouvir envolvidos, analisar documentos e buscar esclarecer se houve comercialização ilegal de espaços públicos destinados a sepultamentos em Sinop.