O senador e pré-candidato ao governo do Estado, Jayme Campos (União), voltou a criticar o presidente estadual da sigla, o ex-governador Mauro Mendes (União), prevendo uma “briga” durante a convenção partidária, marcada para o penúltimo dia de prazo, em 4 de agosto. A fala foi provocada novamente pelo apoio irredutível de Mendes à reeleição do atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos), com quem dividiu o comando do Estado nos últimos sete anos.
“Vai ter uma briga que não tinha nenhuma necessidade, até porque eu abri todas as possibilidades”, argumentou Jayme após evento do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), na quinta-feira (02).
Para ele, a insistência de Mauro em trazer um nome de fora do partido configura um erro de estratégia e um desrespeito à base do União Brasil. Jayme argumenta que a condução do processo fere os princípios democráticos e tenta calar a vontade dos correligionários.
“Aqui no Mato Grosso está vindo um contrassenso. Assim, tudo errado da minha visão, me parece que é uma coisa de imposição. Imposição não prevalece no regime democrático, na democracia, não é isso? Eu acho que o que eles querem fazer, mas isso aí não vai dar certo”, criticou o senador.
Jayme questiona também o adiamento do evento e defende que a convenção deveria ser um rito processual simples, já que, segundo ele, existem nomes consolidados na casa.