Uma declaração do ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), voltou a repercutir após a deflagração da Operação Heritage, realizada pela Polícia Federal por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante uma coletiva de imprensa concedida há alguns meses, quando ainda ocupava o cargo de governador, Mendes classificou as denúncias relacionadas ao chamado “Escândalo da Oi” como uma “farsa” e uma “gincana jurídica”.
Na ocasião, o então governador respondeu a um questionamento do jornalista Lázaro Thor, do portal PNB On-line, sobre o destino de recursos do acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi, no valor de R$ 308 milhões. O repórter perguntou como parte dos valores teria sido direcionada para fundos ligados à família do deputado federal Fábio Garcia (União Brasil). No mesmo dia, procuradores da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) prestariam esclarecimentos à Assembleia Legislativa sobre o caso.
Ao responder, Mauro Mendes afirmou que os procuradores demonstrariam que as acusações eram resultado de uma suposta manipulação jurídica.
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“Os procuradores vão demonstrar tecnicamente e juridicamente que foi feita uma farsa jurídica, foi feita uma manipulação de informações, dizendo que estava prescrito, que entrou fora de prazo, fazendo ali uma verdadeira gincana, ou é uma absoluta incompetência de quem fez “a denúncia ou absoluta má-fé”, declarou o então governador.
Nesta semana, entretanto, Mauro Mendes e pessoas ligadas ao seu grupo político passaram a ser investigados na Operação Heritage, que apura supostos crimes de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro relacionados ao acordo firmado entre o Estado e a operadora Oi. A investigação tramita sob supervisão do ministro Flávio Dino, do STF. Até o momento, os investigados ainda poderão apresentar suas manifestações no decorrer das apurações, que seguem em andamento.