Os funcionários da Caixa Econômica Federal em Mato Grosso decidiram manter a greve após rejeitarem uma nova proposta apresentada pelo banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028.
A votação foi realizada na segunda-feira (21) pelo Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (SEEB-MT). Segundo a entidade, 64,79% dos participantes votaram pela rejeição da proposta, enquanto 34,70% foram favoráveis e 0,82% se abstiveram.
Com o resultado, a paralisação dos empregados da Caixa continua no estado. A greve começou em 10 de setembro e faz parte de uma mobilização nacional em meio às negociações entre representantes dos trabalhadores e a instituição financeira.
Um dos principais pontos em discussão é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. Na última proposta, o banco elevou de 6,5% para 9% da folha de pagamento o limite de participação da Caixa no custeio do plano a partir de 2027. O texto também prevê a manutenção do pacto intergeracional e mensalidade única equivalente a 3,7% da remuneração-base para empregados, aposentados e pensionistas.
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Para 2026, a proposta prevê que não haja reajuste das mensalidades e que a Caixa assuma o déficit do plano neste ano. Entre outros pontos apresentados pelo banco também estão mudanças no programa Super Caixa, critérios de promoção por mérito e reajustes salariais e de benefícios.
A Caixa também manteve a previsão de pagamento de um prêmio de R$ 3 mil por empregado, relacionado ao atingimento do Índice de Eficiência Operacional (IEO) de 2026. Apesar das mudanças apresentadas durante as negociações, a maioria dos empregados que participou da assembleia em Mato Grosso decidiu não aceitar o acordo.
Segundo o presidente do SEEB-MT, João Dourado, a categoria continuará mobilizada enquanto as negociações prosseguem. Além do Saúde Caixa, as discussões envolvem temas como carreira, trabalho remoto, remuneração, bonificações, metas e condições de trabalho.
A rejeição também ocorreu em outras regiões do país. Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, por exemplo, 59,3% dos participantes votaram contra a proposta, mantendo a paralisação.