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Ibovespa dispara após 1º turno, supera 209 mil pontos e dólar cai abaixo de R$ 5

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O mercado financeiro brasileiro abriu esta segunda-feira (5) com forte valorização dos ativos após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. O Ibovespa chegou a superar os 209 mil pontos e renovou sua máxima histórica intradia, enquanto o dólar caiu para menos de R$ 5. 

A reação ocorre depois de Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O resultado também mostrou avanço de partidos de direita nas eleições legislativas, cenário que passou a ser avaliado pelos investidores nesta segunda-feira. 

Por volta das 10h40, o Ibovespa avançava mais de 9% e chegou a 209.605 pontos, estabelecendo uma nova máxima histórica durante o pregão. Pouco antes, às 10h19, o índice subia 7,98%, aos 207.437 pontos.

Dólar cai abaixo de R$ 5

O movimento também foi intenso no câmbio. Na abertura, a moeda norte-americana registrou queda superior a 4%, chegando a ser negociada por aproximadamente R$ 4,98.

Antes mesmo da abertura do mercado à vista, o Ibovespa Futuro já avançava 8,43%, negociado acima dos 209 mil pontos, sinalizando a forte reação que seria observada no início do pregão. 

Os juros futuros também recuaram. Na abertura, contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) apresentavam quedas próximas de um ponto percentual em alguns vencimentos. O DI para janeiro de 2031, por exemplo, passou de 13,990% no ajuste anterior para cerca de 13,020% no início desta segunda.

Mercado reage ao resultado das eleições

A movimentação está relacionada à leitura feita pelos investidores sobre o resultado das urnas. Flávio Bolsonaro terminou a primeira votação presidencial com cerca de 47% dos votos válidos, enquanto Lula ficou próximo de 45%. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.

Além da disputa presidencial, investidores avaliam a nova composição do Congresso. A expectativa de parte dos agentes financeiros é de que uma maior presença de partidos de direita possa facilitar discussões envolvendo controle das contas públicas e reformas econômicas.

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Essa avaliação, porém, representa uma expectativa do mercado, e não uma garantia sobre quais medidas serão adotadas ou aprovadas após as eleições.

Ações brasileiras também avançam no exterior

O movimento começou antes da abertura da B3. Ativos brasileiros negociados no exterior registraram fortes altas durante a manhã.

O ADR da Petrobras chegou a avançar cerca de 9%, enquanto o da Vale subia mais de 6% no pré-mercado norte-americano. O ETF EWZ, que acompanha uma cesta de empresas brasileiras em Nova York, também registrou valorização de dois dígitos.

Bancos e outras grandes companhias brasileiras também apareceram entre os destaques positivos no exterior.

Segundo turno entra no radar dos investidores

Com Lula e Flávio Bolsonaro classificados para o segundo turno, o cenário eleitoral continuará sendo acompanhado de perto pelo mercado nas próximas semanas.

Além das pesquisas e movimentações políticas, investidores deverão observar principalmente as propostas econômicas dos candidatos, a formação de alianças e eventuais sinalizações sobre política fiscal, dívida pública, gastos e reformas.

A votação que definirá o próximo presidente da República está marcada para 25 de outubro.

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