Os índices de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), anteriormente chamadas de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce em Sorriso, no norte de Mato Grosso. Levantamentos da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) e do Ministério da Saúde colocam o município entre as cidades que merecem atenção no enfrentamento ao HIV e à Aids.
Segundo informações divulgadas pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com base em dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), Mato Grosso contabilizou 6.456 diagnósticos de HIV entre 2019 e 2025. No mesmo período, foram registrados 2.469 casos de Aids, sendo 1.291 concentrados em sete municípios mais populosos, entre eles Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde e Cuiabá. Associação Mato-grossense dos Municípios +1
Em Sorriso, dados divulgados pela Prefeitura em novembro de 2024 apontavam que o Serviço de Atendimento Especializado (SAE) acompanhava 610 pacientes vivendo com HIV e em tratamento. Outros 316 pacientes realizavam tratamento para hepatite B e 33 para hepatite C. Na ocasião, 36 pessoas utilizavam regularmente a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), método de prevenção ao HIV. Esses números representam pacientes acompanhados naquele período, e não novos diagnósticos registrados no ano. Sorriso
O Boletim Epidemiológico de HIV e Aids de 2025, publicado pelo Ministério da Saúde, também incluiu Sorriso na análise dos municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes. A cidade ocupou a 54ª posição em um indicador composto de monitoramento da Aids, considerando dados de 2020 a 2024. O resultado não representa uma classificação geral de todas as ISTs. Serviços e Informações do Brasil
Além do HIV, a sífilis também preocupa as autoridades de saúde. Em Mato Grosso, os diagnósticos da infecção passaram de 2.832, em 2022, para 4.205, em 2024, conforme informações da SES-MT. O crescimento reforça a necessidade de ampliar a testagem e o tratamento adequado. MT
Entre as principais ISTs estão HIV, sífilis, gonorreia, clamídia, HPV e hepatites virais. Algumas podem permanecer sem sintomas por longos períodos, o que facilita a transmissão quando não há diagnóstico.
A utilização de preservativos, a realização periódica de exames e a busca por atendimento médico após situações de risco estão entre as principais medidas de prevenção. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente testes, acompanhamento e tratamentos para diversas infecções.
Apesar dos indicadores epidemiológicos, Sorriso também apresentou avanços na assistência à população. Em 2024, o município recebeu do Ministério da Saúde o selo prata pela eliminação da transmissão vertical do HIV e o selo prata de boas práticas para o tratamento da sífilis, reconhecendo ações de prevenção da transmissão de mãe para filho e de assistência à saúde. Sorriso
Especialistas reforçam que a informação, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para interromper cadeias de transmissão, evitar complicações e garantir mais qualidade de vida à população.