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Vai viajar? Aumento no combustível de aviões pode pesar no preço das passagens.

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Quem pretende viajar de avião nos próximos meses pode encontrar passagens mais caras. A Petrobras reajustou em 7,2% o preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras, com os novos valores em vigor desde domingo (1º). O aumento representa R$ 0,45 a mais por litro em relação a outubro.

O reajuste ocorre em um momento de pressão sobre os custos das companhias aéreas e de aproximação da alta temporada de viagens, período em que a procura por passagens costuma aumentar.

Em entrevista ao SBT News, o economista Fernando Agra, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), avaliou que o aumento pode ser repassado rapidamente aos consumidores.

Segundo ele, os preços das passagens apresentam grande volatilidade, influenciada tanto pelos custos das empresas quanto pela demanda em determinados períodos do ano.

Combustível registra novos aumentos

O reajuste de novembro sucede outras elevações no preço do querosene de aviação. Em outubro, a Petrobras havia aplicado um aumento médio de 11,76%, equivalente a aproximadamente R$ 0,65 por litro.

O combustível é um dos principais componentes das despesas das companhias aéreas. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), sua participação nos custos operacionais do setor passou de cerca de 30% para mais de 45% desde o início dos conflitos no Oriente Médio.

Com isso, novos aumentos podem reduzir as margens das empresas e influenciar os valores cobrados dos passageiros.

O repasse, porém, não é automático. Cada companhia define suas tarifas considerando também a concorrência, a ocupação das aeronaves, a antecedência da compra e a demanda por cada rota.

Conflitos internacionais pressionam os preços

A Petrobras atribuiu o reajuste à valorização do combustível no mercado internacional, em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio e à redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia.

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Embora o Brasil produza petróleo, parte do querosene de aviação consumido no país depende de importações, deixando o setor exposto às oscilações externas.

A estatal informou que os preços são atualizados mensalmente por meio de uma fórmula prevista em contrato, que busca reduzir os efeitos das variações de curto prazo no mercado internacional.

Segundo a empresa, em outros mercados os valores podem sofrer alterações diariamente, enquanto os reajustes praticados no Brasil são mais espaçados.

Passagens mais caras podem pressionar a inflação

O economista Fernando Agra também alertou para os possíveis efeitos sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador utilizado para medir a inflação oficial do país.

As passagens aéreas fazem parte da cesta de produtos e serviços acompanhados pelo índice. Por isso, uma eventual elevação nas tarifas pode contribuir para pressionar a inflação nos próximos meses.

Além do impacto sobre os preços, o especialista avalia que as companhias poderão rever a oferta de voos em determinadas rotas, especialmente quando os custos operacionais aumentarem e a procura não for suficiente para compensar as despesas.

A possibilidade envolve tanto viagens domésticas quanto voos internacionais que partem do Brasil.

Para os consumidores, o cenário reforça a importância de pesquisar tarifas, comparar datas e acompanhar as variações de preços antes de comprar passagens, principalmente para viagens durante as férias e festas de fim de ano.

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