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Após reeleição de Lula, Banco Central decide nesta semana futuro da taxa Selic

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central realiza nesta terça-feira (3) e quarta-feira (4) sua primeira reunião após as eleições presidenciais de 2026. O encontro definirá os próximos passos da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, atualmente em 13,75% ao ano.

A decisão ocorre em um momento de incerteza no mercado financeiro, após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um quarto mandato. O resultado eleitoral foi seguido por forte volatilidade nos ativos brasileiros, com valorização do dólar e quedas expressivas na Bolsa de Valores.

O movimento levou a B3 a acionar o mecanismo conhecido como circuit breaker, que interrompe temporariamente as negociações em situações de oscilações acentuadas.

Selic acumula cinco cortes consecutivos

Desde março, o Banco Central promoveu cinco reduções consecutivas na taxa básica de juros, que passou de 15% para os atuais 13,75% ao ano.

O patamar vigente foi estabelecido em setembro, quando o Copom decidiu reduzir os juros em 0,25 ponto percentual.

Agora, os integrantes do comitê deverão avaliar se existem condições para continuar o ciclo de cortes ou se o cenário econômico recomenda manter a taxa inalterada.

Entre os fatores considerados estão as expectativas de inflação, a atividade econômica, o comportamento do dólar, as contas públicas e as condições financeiras nacionais e internacionais.

Discussão sobre definição dos juros ganha espaço

A reunião também acontece em meio a debates sobre a metodologia utilizada pelo Banco Central para estabelecer a Selic.

Rumores divulgados no domingo (1º) apontaram a possibilidade de um encontro entre o presidente Lula e o economista André Lara Resende, defensor de mudanças no modelo de definição da taxa básica.

Em texto divulgado anteriormente, Resende propôs que a Selic fosse estabelecida dentro de um intervalo relacionado à meta de inflação e ao crescimento potencial da economia brasileira.

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Pela proposta apresentada pelo economista, esse intervalo ficaria aproximadamente entre 3% e 5,5% ao ano.

Entretanto, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que o governo esteja discutindo a adoção desse modelo e afirmou não haver previsão de reunião entre Lula e o economista.

A proposta não representa uma mudança oficial na política monetária brasileira.

Como a decisão afeta o bolso dos brasileiros?

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Sua variação influencia o custo do crédito, os financiamentos, os investimentos e o ritmo da atividade econômica.

Quando os juros diminuem, empréstimos e financiamentos podem ficar mais baratos, embora a redução não seja necessariamente repassada de forma imediata pelos bancos.

Por outro lado, juros mais elevados tendem a encarecer o crédito e a reduzir o consumo, contribuindo para conter a pressão sobre os preços.

Atualmente, a meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3% ao ano, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Quando sai a decisão?

A nova decisão do Copom será anunciada na quarta-feira (4), após o encerramento da segunda etapa da reunião.

O calendário do Banco Central prevê ainda um último encontro em 2026, nos dias 8 e 9 de dezembro. A primeira reunião de 2027 está marcada para 26 e 27 de janeiro.

O resultado desta semana será acompanhado por investidores, empresas e consumidores, especialmente diante das expectativas sobre a condução da política econômica no próximo mandato presidencial.

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