Paciente agride funcionária e ameaça equipe após desentendimento com médica gestante em MT

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O clima de insegurança e hostilidade enfrentado por profissionais de saúde pública ganhou mais um capítulo na manhã desta terça-feira (16 de junho de 2026). Uma confusão generalizada no interior de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) localizada no bairro Santa Clara, em Rondonópolis, terminou em agressão física, ameaça de morte e mobilização de viaturas da Polícia Militar.

De acordo com informações colhidas sobre o caso, o desentendimento começou quando uma paciente iniciou uma discussão áspera com a médica plantonista da unidade, que está grávida. Ao perceber o risco e a vulnerabilidade da médica gestante, uma auxiliar de saúde bucal que trabalha no local interveio na tentativa de acalmar os ânimos e mediar o conflito. No entanto, a paciente reagiu de forma violenta e agrediu fisicamente a servidora.

A violência não se restringiu ao espaço físico do posto de atendimento. Após deixar o prédio, a agressora encaminhou uma mensagem de áudio via aplicativo para celulares de funcionários que atuam na unidade. Na gravação, a mulher disparou ameaças explícitas de morte direcionadas à auxiliar que havia interferido na discussão original. O teor do áudio assustou o corpo técnico e a gerência administrativa do local, gerando um ambiente de pânico entre os colaboradores.

A Polícia Militar foi acionada para garantir a segurança no perímetro da unidade de saúde e colher as primeiras características da suspeita. Resguardada pelas autoridades, a auxiliar de saúde bucal agredida deslocou-se até a 1ª Delegacia de Polícia do município, onde formalizou o boletim de ocorrência. Posteriormente, ela foi submetida ao exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) para comprovar juridicamente as lesões sofridas.

O caso foi repassado à Polícia Civil, que conduzirá os trâmites investigativos para identificar a localização da suspeita, que responderá pelos crimes de lesão corporal, ameaça e desacato a funcionário público no exercício da função. O real motivo que desencadeou o início do confronto entre a paciente e a médica grávida ainda permanece sob sigilo.

Em posicionamento oficial, a Secretaria Municipal de Saúde de Rondonópolis lamentou o ocorrido e informou que está acompanhando de perto os desdobramentos da situação. O órgão destacou que está oferecendo integral assessoria jurídica, administrativa e apoio psicológico à profissional agredida e aos demais servidores afetados pelo episódio de violência dentro do ambiente de trabalho.

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