O caminhoneiro Luciano Lemos de Oliveira, de 49 anos, morreu após ser esfaqueado durante uma discussão com a esposa, de 29 anos, na tarde de domingo (25), em um pátio de empresa localizado às margens da BR-163, em Rondonópolis/MT. A mulher foi presa em flagrante e alegou ter agido em legítima defesa. Segundo informações policiais, o casal estava dentro de uma carreta, preparando uma refeição, quando começou uma discussão. Durante o desentendimento, a mulher teria atingido o marido com uma faca.
Mesmo ferido, Luciano conseguiu sair do caminhão e correu em direção a um alojamento existente no pátio da empresa. Conforme o relato da ocorrência, ele teria sido alcançado pela esposa e atingido por outros golpes.
Com ferimentos graves e intensa perda de sangue, o caminhoneiro caiu na calçada.
Caminhoneiro morreu após ser socorrido
A vítima recebeu os primeiros atendimentos de uma equipe de ambulância do próprio terminal e foi encaminhada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
A esposa acompanhou o deslocamento na ambulância. Durante o trajeto pela BR-163, policiais militares da Força Tática interceptaram o veículo e efetuaram a prisão da suspeita.
Apesar dos esforços da equipe médica, Luciano não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.
Mulher alegou legítima defesa
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Em depoimento à polícia, a suspeita afirmou que teria agido em legítima defesa. Segundo sua versão, o marido teria puxado seus cabelos e a agredido fisicamente durante a discussão.
A mulher apresentava lesões no braço e no peito. As circunstâncias dessas lesões e a versão apresentada por ela serão analisadas durante a investigação.
A faca apontada como instrumento utilizado no crime foi apreendida para os procedimentos periciais.
Casal tinha filho de apenas 1 ano
Luciano trabalhava como caminhoneiro e havia carregado uma carga de adubo no sábado (24). Ele aguardava a emissão da carta-frete para dar continuidade à viagem quando ocorreu o episódio.
O casal tinha um filho de apenas 1 ano de idade. Após a ocorrência, o Conselho Tutelar foi acionado e ficou responsável pelas providências de proteção à criança.
A Polícia Civil investiga a dinâmica do crime e deverá esclarecer as circunstâncias da morte, incluindo a alegação de legítima defesa apresentada pela suspeita.