“Foi na pedrada”: homem admite que matou mulher e incendiou corpo em VG; veja vídeo

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Gabryel Junio de Almeida Dirceu, preso nesta segunda-feira (8) acusado de matar Josivany Borges de Amorim Rodrigues, foi encaminhado à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na capital, para ser ouvido. Enquanto entrava na delegacia, o suspeito disse que a vítima tentou matá-lo e por isso ele decidiu matá-la primeiro. Afirmou, ainda, que assassinou a vítima a pedradas.

“Foi na pedrada”, disse Gabryel aos jornalistas, no momento em que chega na delegacia. Josivany foi encontrada morta no último dia 1º de junho, em um terreno baldio em Várzea Grande. Inicialmente, o Corpo de Bombeiros foi acionado por moradores que estranharam a coluna de fumaça no local. Após controlar as chamas, os militares encontraram o corpo e acionaram a Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Conforme apurado pelo Olhar Direto, Gabryel foi preso na tarde de hoje (8) no bairro Dom Aquino, em Cuiabá.

Ele foi levado até a sede da DHPP e, ao descer da viatura, disse “quero mostrar a cara não”. Ao ser questionado sobre o crime, o suspeito afirmou que não tinha vínculos com a vítima e alegou que “ela tentou matar eu, aí eu matei ela”. Gabryel ainda confessou que matou Josivany a pedradas.

O crime

Imagens de câmeras de segurança da região mostraram o suspeito e a vítima na rua, momentos antes do crime. Desde o dia em que a mulher foi encontrada morta, a Polícia Civil realizou diversas buscas pelo suspeito. No entanto, até então, não havia conseguido identificá-lo, já que ele conseguiu evitar as câmeras de segurança ao longo do trajeto percorrido após o crime.

Em um dos vídeos analisados pelos investigadores, o suspeito aparece usando boné, camisa cinza e bermuda, carregando um galão. A delegada Jéssica Assis, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informou em entrevista ao Olhar Direto que o homem utilizou cerca de R$ 5 em combustível para atear fogo no corpo da vítima.

Segundo a delegada, após matar a mulher, o suspeito voltou para casa, tomou banho, trocou de roupa e seguiu até um posto de combustíveis. No local, ele convenceu uma terceira pessoa a pagar pelo combustível, utilizando uma história falsa para esconder sua verdadeira intenção. Todo o trajeto durou cerca de uma hora e meia e, durante esse período, o corpo da vítima permaneceu no terreno.

 

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