Dois policiais militares da cidade de Feliz Natal foram afastados do policiamento de rua e proibidos de circular pelos municípios de Vera, Feliz Natal e Nova Ubiratã pela suspeita de fraudar leilões de madeira apreendida e doada à corporação na região. Segundo a decisão judicial, eles também não podem ter qualquer contato com testemunhas do caso.
As medidas valem por 90 dias e foram determinadas pelo juiz Humberto Resende Costa, da Vara Única de Feliz Natal, a pedido do Ministério Público Estadual (MPE). Apesar de afastados das ruas, os PMs continuam na ativa o magistrado autorizou que eles sejam removidos para exercer apenas funções administrativas em outro município da região de Sinop, fora da área onde teriam ocorrido as irregularidades.
Segundo o site VG Notícias, a decisão também preserva a remuneração dos investigados, para não prejudicar o sustento das famílias enquanto a apuração segue em andamento. Além das restrições de trabalho, o juiz manteve a proibição de que os militares procurem ou falem com testemunhas do processo.
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A ação civil pública por improbidade administrativa foi proposta pelo MPE. Segundo a investigação, os dois policiais, junto com um cabo aposentado que presidia o Grêmio Esportivo da Polícia Militar de Feliz Natal, são suspeitos de fraudar leilões de madeira apreendida e doada à corporação na região. O Ministério Público aponta uma série de irregularidades na venda da madeira, como pagamentos feitos a terceiros sem qualquer vínculo formal com a entidade, subavaliação do material leiloado e possível favorecimento de pessoas já conhecidas por envolvimento em crimes ambientais.
Ao determinar o afastamento parcial, Humberto Resende Costa ressaltou que as medidas servem para garantir a continuidade das investigações e evitar interferência dos investigados, sem paralisar completamente a atuação dos policiais ou cortar o salário deles. O juiz ainda ordenou que o Comando da Polícia Militar e a Corregedoria sejam imediatamente notificados para cumprir a decisão.