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GAECO revela que prostíbulos eram usados para lavar dinheiro de facção em Sinop

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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) – força-tarefa composta pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo – deflagrou, hoje, a Operação “Boca Vermelha” no município de Sinop, no Mato Grosso. O objetivo da ação é desarticular uma célula de facção criminosa envolvida em tráfico de drogas e complexos esquemas de lavagem de dinheiro.

A operação cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão em diversas empresas ligadas à organização criminosa.

Empresas de Fachada e ‘Tribunal do Crime’

As investigações do Gaeco apontaram que as empresas eram utilizadas como fachada para dissimular a origem ilícita dos bens e valores provenientes do tráfico de drogas e da lavagem de dinheiro.

Um dos pontos mais alarmantes revelados pelas apurações é o uso de três prostíbulos pela facção. De acordo com o Ministério Público, esses locais eram usados para a lavagem de dinheiro, vendas de entorpecentes e, chocantemente, serviam como base para um “Tribunal do Crime”. O MP destacou que o “Tribunal do Crime” ocorre “quando membros da organização se valem do poder da facção para julgar e punir indivíduos que estejam em desacordo com suas regras”.

Durante o cumprimento dos mandados, as equipes de segurança apreenderam armas de fogo e porções de drogas, material que reforça as evidências da atuação criminosa da facção na região.

Bloqueio de Bens

A 5ª Vara Criminal de Sinop, responsável por expedir os mandados, também determinou medidas rigorosas para descapitalizar o grupo. Foi ordenado o bloqueio das contas bancárias de cada empresa e indivíduo investigado, com o valor podendo atingir R$ 500 mil por envolvido.

Além disso, a Justiça determinou a comunicação à Receita Federal para a suspensão dos respectivos CNPJs, impedindo a continuidade das atividades empresariais utilizadas para acobertar o crime organizado.

A Operação “Boca Vermelha” representa mais um duro golpe das forças de segurança estaduais contra o crime organizado, focando não apenas na prisão dos líderes, mas também na asfixia financeira das facções.

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