Principal alvo da Operação Ressona, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso nesta quarta-feira (19), o gerente da facção criminosa Comando Vermelho, Rafael Generoso Bampa costumava ostentar viagens ao Rio de Janeiro para adquirir armamentos pesados, como fuzis, que eram armazenados em uma chácara de propriedade dele em Sorriso (420 km de Cuiabá). Em algumas imagens, o faccionado ostenta armas longas ao lado de comparsas em uma das favelas da cidade carioca. O criminoso fugiu antes da operação nesta quarta-feira.
A investigação busca desmantelar um grupo que possui ligação direta com líderes do grupo criminoso refugiados em favelas do Rio de Janeiro. Na operação, foram cumpridos 17 mandados de prisão, 13 de busca e apreensão, além de bloqueio de valores na casa de R$ 9,3 milhões e o sequestro de bens móveis e imóveis, expedidos pela 5ª Vara Criminal de Sinop.
As investigações que resultaram nas ordens judiciais foram conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e os mandados são cumpridos nas cidades de Lucas do Rio Verde e Guarantã do Norte. As investigações iniciaram em novembro de 2024 com o fim de apurar uma célula da facção criminosa que atua em Lucas do Rio Verde e região.
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Durante a apuração dos fatos, os policiais da GCCO identificaram integrantes da facção, dentre eles o gerente do grupo criminoso em Lucas do Rio Verde, responsável pela logística, contabilidade e lavagem de dinheiro da organização, além outros que atuavam como biqueiros e laranjas. O investigado tinha vínculos diretos com líderes foragidos, supostamente escondidos em favelas do Rio de Janeiro (RJ), de onde seguiam emitindo ordens estratégicas, inclusive relacionadas a recentes ataques a empresários, homicídios e atos de intimidação na região.
Nas investigações, segundo a Polícia Civil, ficou demonstrado que o gerente da facção em Lucas do Rio Verde apresentava um alto poder aquisitivo com veículos, fazenda e casas de alto padrão, além aparecer em diversas fotografias e vídeos ostentando armas e grande volume de valores em espécie. Em menos de quatro meses, foram identificadas movimentações próximas de R$ 2 milhões, com características típicas de lavagem de dinheiro, realizadas por meio de transações fragmentadas, repasses imediatos, uso de contas encerradas por fraude e destinatários com histórico criminal ligado ao tráfico e à facção criminosa.