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Justiça mantém prisão de vigilante por matar jovem em hotel em MT

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A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos manteve a prisão do vigilante Pedro Padilha de Oliveira, de 53 anos, que confessou ter matado a namorada Geovana Diogo da Silva, de 22 anos. A vítima foi estrangulada no quarto de um hotel em Sinop (478 km de Cuiabá) e o corpo foi encontrado na terça-feira (7). O motivo do crime seria uma suposta traição cometida pela mulher.

No documento da audiência de custódia, a magistrada afirmou que a circunstância do crime, praticado em contexto de violência doméstica e familiar  contra a mulher, evidencia a necessidade de acautelamento para assegurar a proteção da sociedade e de outras potenciais vítimas. Com isso, a juíza converteu a prisão em flagrante para preventiva.
“Ressalto, ainda, que a periculosidade do agente se revela pela forma com que o delito, em tese, foi praticado, esganadura por uma mera discussão, conforme relatado nos autos, o que gera fundado temor na comunidade e impõe a necessidade de segregação cautelar para acautelar o meio social. A liberdade do custodiado, neste momento, representaria risco concreto à ordem pública, considerando a gravidade do crime e suas circunstâncias. Ademais, a garantia da aplicação da lei penal também justifica a manutenção da custódia cautelar, considerando a pena elevada prevista para o delito de feminicídio, que pode gerar no custodiado o desejo de evadir-se para não responder ao processo criminal e eventual condenação”, diz trecho do documento.

O casal tinha marcado um encontro na segunda-feira (6) para conversar sobre o relacionamento que já durava há cerca de um mês. Foi apontado que Geovana não pretendia ficar mais com Pedro e que o encontro foi avisado para a mãe dela.

Em um vídeo o circuito interno de segurança, é possível ver o momento em que Pedro está sentado em uma cadeira no hotel, aguardando a chegada de Geovana. Ao perceber que ela estava chegando de motocicleta, o vigilante pega a chave e segue para o quarto. No cômodo, houve uma discussão porque Pedro teria descoberto uma suposta traição cometida por Geovana. Ele alegou que foi agredido com o capacete e ‘perdeu a cabeça’.

A jovem foi morta por estrangulamento e tentou se defender. O corpo dela foi encontrado apenas no dia seguinte, após a mãe dela procurar a delegacia relatando que não conseguia contato com a filha. Após o crime, Pedro fugiu para uma área de mata no município vizinho. Policiais militares do 11º BPM e equipes de Sinop e Santa Carmem encontraram Pedro escondido entre a vegetação de uma chácara.

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