Menino de 13 anos é queimado com gasolina; polícia investiga se ataque foi intencional em Sorriso

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Um menino de 13 anos sofreu queimaduras graves após ter o corpo atingido por gasolina e incendiado no bairro São Francisco, em Sorriso, no último fim de semana. O caso, inicialmente tratado como acidente, agora é investigado pela Polícia Judiciária Civil como possível ato intencional.

Segundo a família, o adolescente foi chamado até uma residência por uma vizinha de 12 anos, que estava acompanhada do namorado, de aproximadamente 17. Ao chegar ao local, o garoto percebeu que algo estava errado e tentou ir embora, mas foi atingido pelas costas com gasolina e teve o corpo incendiado. Ele conseguiu correr até a própria casa e foi imediatamente socorrido.

O pai da vítima, abalado, contou que no primeiro momento relatou às autoridades que tudo havia sido um acidente. No entanto, relatos de moradores apresentaram outra versão.
“No outro dia, o vizinho veio aqui e contou a verdade. Ele disse que mandaram ele falar que tinha sido acidente, mas não era. Meu filho virou as costas pra ir embora e jogaram gasolina e fogo nele”, afirmou.

O pai acredita que o ataque possa ter sido motivado por conflitos antigos com a família dos suspeitos. Segundo ele, um dos filhos da vizinha acumula denúncias de furtos no bairro.
“Eu sou adulto. Se tem algo comigo, que venham falar comigo. Mas mexer com uma criança de 13 anos, que nunca fez mal pra ninguém, é incompreensível”, desabafou.

O menino sofreu queimaduras nas costas, braços, rosto e abdômen. Ele recebeu atendimento inicial na unidade de saúde do município e deve ser transferido para um hospital especializado em Cuiabá.
“Se eu pudesse estar no lugar dele mil vezes, eu estaria. Nenhum pai merece ver o filho nessa situação. Mas ele é forte, está lutando. Agora é esperar a transferência e ter fé”, disse o pai.

Apesar da gravidade das lesões, o estado de saúde do adolescente é considerado estável, e ele não corre risco de morte. No entanto, as sequelas físicas e emocionais devem permanecer por longo período.
“É algo que ele nunca vai esquecer. E nós também não”, lamentou.

A Polícia Judiciária Civil registrou a ocorrência e instaurou inquérito para apurar o caso. O delegado Bruno França, responsável pela investigação, deve se pronunciar nos próximos dias. O caso também foi encaminhado ao Conselho Tutelar.

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