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Perito cita “control c e v” de delegado e tenta anular operação em Sorriso

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A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJMT) manteve válido um mandado de busca e apreensão sofrido pelo ex-perito da Politec, Thyago Jorge Machado, alvo da operação “Mente Perita”, deflagrada pela Polícia Judiciária Civil (PJC) em junho de 2025. As investigações revelam uma suposta cobrança de propina de R$ 2 milhões para a elaboração de um laudo num processo que possui valor de causa estipulado em R$ 50 milhões.

Os magistrados da Segunda Câmara seguiram por unanimidade o voto do desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, relator de um habeas corpus ingressado pela defesa do ex-perito contra o mandado de busca e apreensão. A sessão de julgamento ocorreu na manhã desta quarta-feira (22).

A defesa do ex-perito – que foi acusado de “copiar” um laudo para emitir seu estudo técnico do atropelamento que resultou na morte do verdureiro Francisco Lucio Maia, em 2018, na Capital -, acusou o delegado que representou pelas buscas de também “copiar” outras representações. “Não foi encontrado até o presente momento o material bélico utilizado no crime. Há uma grande probabilidade de que na residência dos investigados encontre-se o objeto utilizado no crime”, é o trecho da representação do mandado de busca e apreensão contra o ex-perito feito pelo delegado.

O crime do qual Thyago é acusado não possui relação com armas de fogo. Em seu voto, no entanto, o desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues minimizou o “ctrl + c /ctrl + v” feito pelo delegado da PJC, classificando o “erro” como “escorregada de caneta”.

“De modo geral, a decisão [autorizando a busca e apreensão] foi primorosa no descrever os motivos. Consta dos autos a noticia criminis segundo a qual o paciente, na qualidade de assistente técnico, teria exigido a vultosa quantia de R$ 2 milhões para que a perita alterasse o conteúdo de laudo pericial em processo de grande repercussão patrimonial. A suspeita não se firmou em meras conjecturas. A autoridade policial fundamentou o pedido com base em elementos concretos”, analisou o desembargador.

Conforme as investigações, Thyago teria agido em conjunto de uma ex-colega da Politec e confeccionou até mesmo um “contrato” com a vítima, que indicava os “serviços” que realizaria e a “forma de pagamento”. O processo original sobre a fraude tramita em Sorriso (420 km de Cuiabá).

Thyago Jorge Machado foi exonerado em 2022 por tirar uma licença da Politec para estudos e usar o período para atuar numa empresa privada.

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