O servidor público L.F., investigado na Operação Mãos à Obra, deixou a prisão após pagar fiança de R$ 5 mil. Ele foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em Sinop, a 480 km de Cuiabá.
A prisão foi homologada pela Justiça, que considerou que o flagrante ocorreu dentro dos requisitos legais. Após o pagamento da fiança, o servidor passou a responder ao processo em liberdade.
O investigado foi autuado com base no artigo 12 do Estatuto do Desarmamento. Durante as buscas na residência dele, os agentes encontraram uma pistola e 21 munições.
Suspeita de cobrança de propina
A Operação Mãos à Obra, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), investiga um suposto esquema de cobrança de propina para agilizar a aprovação de obras e empreendimentos imobiliários em Sinop.
Segundo as investigações, fiscais municipais teriam solicitado vantagens indevidas a empresários e engenheiros para acelerar processos administrativos, liberar diretrizes urbanísticas, conceder alvarás e emitir licenças ambientais.
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Além de L.F., outro servidor efetivo da fiscalização municipal, identificado pelas iniciais V.M.S., também é investigado.
Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão. As diligências também ocorreram na Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação, antiga Prodeurbs.
No local, foram apreendidos processos administrativos, documentos técnicos, computadores e outros equipamentos eletrônicos.
Na decisão, a magistrada responsável pelo plantão judicial registrou que a prisão em flagrante foi realizada de forma legal e que o investigado recebeu as garantias previstas na legislação.