O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, manteve a prisão preventiva de Marli Tretene, presa desde abril de 2024 no âmbito da Operação Recovery 3, da Polícia Civil. A decisão é desta segunda-feira (5).
A defesa alegou excesso de prazo da prisão, sustentando que o processo estaria sem movimentação desde o recebimento da denúncia e apontando falhas do Estado que teriam atrasado a conclusão do feito. No pedido, requereu a liberdade da investigada.
Ao analisar o caso, o ministro afastou a tese defensiva e entendeu não haver ilegalidade evidente a justificar a concessão imediata da medida. Na decisão, Herman Benjamin registrou que numa análise sumária, não se verifica a ocorrência de manifesta ilegalidade ou urgência a justificar o deferimento do pleito liminar. O presidente do STJ também destacou que “à primeira vista, o acórdão impugnado não se revela teratológico”, afirmando que a análise mais aprofundada ficará para o julgamento definitivo do habeas corpus.
RECOVERY 3
Deflagrada em novembro de 2023, a Operação Recovery 3 teve como alvo uma organização criminosa envolvida em tráfico de drogas e homicídios qualificados ocorridos em Sorriso. A ofensiva policial resultou em mais de 50 prisões, entre mandados judiciais e flagrantes, além do sequestro de bens avaliados em cerca de R$ 2,2 milhões.
Ao todo, foram expedidas 195 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão, busca e apreensão, apreensão de menores e sequestro de bens e valores ligados à associação criminosa. Dos 65 mandados de prisão preventiva, 40 foram cumpridos em cidades como Sorriso, Cuiabá, Rondonópolis, Lucas do Rio Verde, Várzea Grande e também no estado do Rio de Janeiro.