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TJ lembra “vida bandida” e mantém preso traficante flagrado com R$ 600 mil

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O juiz Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto manteve a prisão preventiva do criminoso Juniel Almeida Rodrigues de Arruda. Ele foi preso com R$ 596 mil em espécie sem origem na quarta-feira (3) durante a operação Efatá que busca desarticular um esquema criminoso milionário voltado à lavagem de dinheiro oriundo dos crimes de tráfico de drogas e integrar organização criminosa. 

Foi apontado que, além do dinheiro, também foi apreendido 565 gramas de maconha que seria “claramente incompatível com o uso pessoal”. O magistrado explicou que Juniel tinha condenação por tráfico de drogas e outros envolvimentos em crimes.
Juniel, que seria inicialmente alvo de busca e apreensão, é um conhecido da polícia. Em 2018, Juniel matou Raimundo Nonato Reis Filhos, de 37 anos, atropelado na Estrada do Coxipó Mirim, na cabeceira da Ponte de Ferro, em Cuiabá.

À época, Juniel estava com uma comparsa. Durante a fuga, o condutor do carro perdeu a direção quando tentou passar pela ponte de ferro, que passa apenas um veículo por vez, e bateu em um motociclista.

Para o juiz, todos os materiais apreendidos “evidencia não apenas a persistência de comportamento voltado à atividade criminosa, mas também um maior grau de inserção do agente na traficância, revelando risco concreto e atual de reiteração delitiva caso permaneça em liberdade”. Com isso, o magistrado determinou a prisão preventiva dele.

“Desse modo, é possível concluir que a ordem pública será abalada se o autuado permanecer em liberdade, diante da gravidade concreta da ação delituosa, consubstanciada na apreensão de expressiva quantidade de entorpecente e, principalmente pelos péssimos antecedentes criminais que apontam a sua contumácia delitiva, o que torna imperiosa a retirada do agente, por ora, do meio social, como meio de se garantir a ordem pública”, disse o juiz.

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A investigação desta quarta-feira (3) conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos identificou movimentações bancárias superiores a R$ 295 milhões, realizadas por meio de empresas de fachada, em nome de laranjas e de pessoas jurídicas ligadas diretamente ao núcleo criminoso. São cumpridos na operação 34 mandados de busca e apreensão domiciliar, 40 medidas cautelares diversas de prisão, 40 bloqueios de contas bancárias de pessoas físicas, 19 bloqueios de contas bancárias de pessoas jurídicas, até o valor de R$ 41,2 milhões, e o sequestro de imóveis e 15 veículos automotores.

As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias de Cuiabá. Os mandados são cumpridos em nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Água Boa, Sinop, Primavera do Leste e no estado de Mato Grosso do Sul. Além de Juniel, o advogado Rodrigo da Costa Ribeiro foi preso em posse de um carregador de pistola calibre 9 milímetros, nove munições intactas, um simulacro de pistola e um rádio HT lacrado.

As investigações da Denarc identificaram o esquema de lavagem de dinheiro envolvendo diversos que diversos integrantes da organização criminosa, incluindo familiares dos alvos, que movimentavam valores expressivos por meio de contas próprias, sem qualquer lastro documental ou origem lícita comprovada. Parte dos recursos era fracionada em pequenas quantias e transitava entre contas de pessoas físicas e jurídicas, com o objetivo de ocultar e dissimular a real origem do dinheiro.

Apenas um dos investigados movimentou, entre créditos e débitos, a quantia de R$ R$ 295.087.462,24, conforme demonstrado em levantamento técnico. A investigação contou com a atuação estratégica do Núcleo de Inteligência e do Laboratório de Lavagem de Capitais da Polícia Civil, que reuniram provas robustas das atividades ilícitas e da estrutura financeira do grupo, ligado à facção criminosa. Durante o período da investigação, foram presos em flagrante vários investigados pelo crime de tráfico de drogas.

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