Ananias Filho, presidente do PL em Mato Grosso, disse que a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no julgamento do golpe no Supremo Tribunal Federal (STF) é dispensável. O julgamento de Bolsonaro e mais sete ex-auxiliares por tentativa de golpe de Estado e mais quatro crimes começou nesta terça-feira (2) no STF. A previsão é de que o julgamento dure até 12 de setembro, sendo realizado em oito sessões.
Para Ananias, o resultado do julgamento já está praticamente definido, com a condenação do ex-mandatário. “É irrelevante a ida de um réu ao julgamento final dele, porque é irrelevante em qualquer fase”, disse.
“Só [é relevante] naquela que é obrigatória, e ele cumpriu. E ainda foi punido por cumprir as determinações de todas as fases procedimentais que precisavam da presença dele”.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou nesta terça-feira (2) que testemunhos, registros e documentos provam que o ex-presidente Jair Bolsonaro liderou uma tentativa de golpe de Estado para se manter no poder após a derrota eleitoral em 2022.
Questionado sobre as evidências apresentadas pela Justiça, como documentos impressos para a suposta minuta do golpe e os ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro, e a possibilidade de tudo “acabar em pizza”, Ananias rebateu. Ele defendeu a isonomia na condução do processo judicial, afirmando que o ex-presidente já está condenado desde o primeiro dia do processo.
“Eu não acho que nada deve acabar em pizza. Tem que ser investigado. Só que tem que ter uma isonomia e uma tranquilidade de não querer apontar dedos, principalmente antes de terminar o devido processo legal. O Bolsonaro, pelas falas e a forma como foi conduzido, já está condenado desde o dia que iniciou os procedimentos processuais”, disse.
“O judiciário não pode fazer ativismo nem de um lado nem de outro. Ele tem que fazer um ativismo dentro dos procedimentos legais de qualquer parte judicante”.