O deputado estadual Eduardo Botelho (União) fez na manhã desta sexta-feira (31), a sua despedida como presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e comentou sobre as mudanças em sua relação com aliados após deixar o comando do Legislativo estadual.
Durante uma entrevista coletiva, ele reconheceu que a perda de poder já traz alterações na forma como algumas pessoas se relacionam com ele.
“Olha, evidentemente que muda, muda, não adianta. O poder é assim, né? Ele faz parte disso, a gente tem que estar acostumado com isso, tem que entender isso e eu entendo isso perfeitamente. Meu telefone tocava todo dia, era mensagem botada, agora já não recebo mais, é normal”, afirmou Botelho.
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O parlamentar destacou que esse comportamento não é exclusivo de sua situação, mas um fenômeno comum na política. Segundo ele, muitos aliados se afastam quando um político deixa de ocupar um cargo de destaque.
“Tem muitos que na verdade não são amigos do Botelho, são amigos do poder. E eu entendo isso, pra mim isso é perfeitamente normal”, acrescentou.
Botelho ainda revelou que algumas pessoas que antes eram próximas passaram a não atendê-lo com a mesma prontidão.
“Tem algumas pessoas, lógico que não quero nominar, mas que se eu ligava, atendia na hora, agora já não atende mais. Aí, liga aí, de vez em quando eu mando até uma mensagem assim: ‘Ô, seu… Filha da… Olha, valoriza aí, família’”, disse em tom descontraído.
Apesar dessas mudanças, o ex-presidente da Assembleia reforçou que encara a situação com naturalidade e sem ressentimentos.
“Isso vai acontecer, tá acontecendo, mas é normal, faz parte do poder, não é só comigo, não. Qualquer um que está no poder, quando sai, acontece”, finalizou.
Botelho anunciou ainda na quinta-feira (30), que pretende ser presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Justiça (CCJR), da Assembleia. O parlamentar falou que sua experiência o credencia para o cargo e vai trabalhar para validar seu nome, perante os colegas parlamentares.


