A senadora Margareth Buzetti (PP) criticou a proposta de criação da CPI do Feminicídio na Assembleia Legislativa, afirmando que a medida tem caráter eleitoreiro e não contribuiria para resolver o problema da violência contra a mulher.
“CPI do feminicídio, para quê? O objeto qual que é? É o homem querer matar a mulher, gente. É muito diagnóstico e pouca ação. Isso é palanque político, desculpa aí”, disse.
A instalação da CPI foi proposta pela deputada estadual Edna Sampaio (PT), que conseguiu reunir o número mínimo de assinaturas. No entanto, após articulação da base governista, alguns parlamentares retiraram o apoio, inviabilizando a iniciativa.
O governo, por meio do secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, defendeu a substituição da CPI por uma comissão especial, alegando que esse é o “instrumento adequado” já utilizado em outros parlamentos.
Questionada sobre a situação das políticas públicas voltadas às mulheres, Buzetti reconheceu que o Estado ainda “engatinha” no enfrentamento da violência de gênero, mas reforçou sua posição contrária à CPI.
“Estamos engatinhando nas condições que são necessárias para combate, mas eu tenho receio de falante político. Vocês me conhecem, sabem que eu não faço falante político de nada. Eu tomo decisões e ajo”, afirmou.