O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) publicou um vídeo nas redes sociais em que sugere que o novo distrito projetado na região médio-norte receba o nome de mato-grossenses condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, em vez da denominação informal de “Gilmarlândia”.
A proposta de criação do distrito foi apresentada por um grupo ligado ao agronegócio e prevê a implantação inicial de dois distritos administrativos, vinculados a São José do Rio Claro e Diamantino, como etapa para futura emancipação e criação de um novo município.
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O nome “Gilmarlândia” foi citado como homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, natural de Diamantino.
No vídeo, Cattani afirma que o país tem o costume de homenagear “heróis da pátria” e propõe outras alternativas de nome.
“Eu gostaria que o nome desse município fosse Roselilândia”, declarou, ao citar a feirante Roseli Pereira Monteiro, condenada pelo STF a 17 anos de prisão por participação nos atos de 8 de janeiro.
Ele também questionou as condenações impostas aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes.
“Essas pessoas foram condenadas sem cometer crime algum, foram condenadas por se manifestar, por dar sua opinião política e por defender a verdadeira democracia. Nós temos que começar a ver quem são de fato os nossos heróis. Para mim, os heróis são aqueles que lutam pela defesa de poderem se manifestar”, afirmou.
Em outro trecho, Cattani disse que concorda com a escolha do nome “Gilmarlândia”, desde que haja, segundo ele, um posicionamento contrário do ministro às condenações de mato-grossenses envolvidos nos atos.
“Tenho certeza absoluta que todo o Estado ficaria muito satisfeito em homenagear alguém que fizesse um ato heroico dentro do Supremo Tribunal Federal”, declarou.
Os atos de 8 de janeiro resultaram na invasão e depredação do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do STF. Os processos e julgamentos dos envolvidos são conduzidos pela Corte.