Centenas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro se concentraram na tarde deste domingo (3), na Praça 8 de Abril, em Cuiabá, para participar do ato nacional “Reaja Brasil”.
Com cartazes que traziam frases como “Fora Moraes”, “Golpe é eleição sem Bolsonaro” e trechos do hino nacional, como “Verás que um filho teu não foge à luta”, os manifestantes protestaram contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A maioria dos participantes vestia verde e amarelo e carregava bandeiras do Brasil. Também havia manifestantes com bandeiras dos Estados Unidos.
As manifestações em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro ocorreram em diversas cidades do Brasil neste sábado, impulsionadas pela imposição de medidas cautelares que o mantêm sob monitoramento eletrônico. Bolsonaro está proibido de fazer postagens em redes sociais, de sair do país e de permanecer fora de casa após as 19 horas.
Mobilização em Mato Grosso

Em Sinop, apoiadores se reuniram na Praça da Bíblia, no centro da cidade. Durante o ato, discursos defenderam a anistia para os condenados pelos eventos de 8 de janeiro e criticaram o Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao processo que acusa Bolsonaro e ex-ministros de suposta tentativa de golpe. Faixas com críticas ao governo federal, incluindo “Fora Lula”, também foram exibidas.
A cidade de Sorriso também registrou movimentação em favor do ex-presidente na Avenida Blumenau, e diversos outros municípios mato-grossenses participaram das manifestações.
Protesto em São Paulo
A capital paulista foi palco de um grande protesto na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). Manifestantes de direita exibiram cartazes com dizeres como “Help Trump” e “Thank you Trump”, em agradecimento ao ex-presidente dos Estados Unidos pelas sobretaxas aplicadas a produtos brasileiros e pela aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes.
As mobilizações refletem a insatisfação de setores da sociedade com as restrições impostas a Bolsonaro e a defesa de pautas relacionadas aos eventos de 8 de janeiro e críticas ao judiciário e ao governo atual.


