A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (27) a Operação Gorjeta para cumprir 75 ordens judiciais com o objetivo de desarticular um esquema criminoso que teria causado prejuízos ao município de Cuiabá, com foco na Câmara Municipal e na Secretaria Municipal de Esportes. Um dos alvos é o gabinete do vereador Chico 2000 (PL).
As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e apuram a prática dos crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, envolvendo um vereador, servidores públicos, um instituto sem fins lucrativos, empresas e um empresário.
FIQUE ATUALIZADO COM NOTÍCIAS EM TEMPO REAL: GRUPO DO WHATSAPP | INSTAGRAM DO CN NEWS MT
De acordo com a Polícia Civil, o grupo teria se associado para direcionar emendas parlamentares a um instituto e a uma empresa específicas. Parte dos recursos públicos repassados retornava, de forma ilícita, ao vereador responsável pela destinação das emendas.
Ao todo, mais de 40 policiais civis da Diretoria de Atividades Especiais (DAE) participam do cumprimento das ordens, expedidas pelo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá. Entre as medidas estão 12 mandados de busca e apreensão e 12 ordens de acesso a dados armazenados em dispositivos móveis.
Além do afastamento do vereador Chico 2000 (PL), a Justiça determinou a suspensão do exercício da função pública de dois servidores da Câmara Municipal de Cuiabá. Também foram impostas medidas cautelares diversas da prisão contra seis investigados, como a proibição de manter contato entre si e com testemunhas, de acessar prédios da Câmara e da Secretaria Municipal de Esportes, de deixar a comarca e a obrigação de entrega dos passaportes.
A decisão judicial ainda proibiu o Poder Executivo e o Poder Legislativo de Cuiabá de contratar ou nomear qualquer um dos investigados. Houve bloqueio inicial de R$ 676.042,32 em contas bancárias de nove pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de sete veículos, uma motocicleta, uma embarcação, um reboque e quatro imóveis.
Também foi determinada a suspensão das atividades do instituto investigado e a realização de auditorias, pela Controladoria-Geral do Município, em todos os termos de parceria firmados com a Prefeitura. O Município de Cuiabá está proibido de realizar qualquer contratação ou pagamento às duas empresas investigadas na operação.