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“Culpados que paguem”, afirma Pivetta sobre compra de livros

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) disse que aguarda as conclusões das investigações do Ministério Público do Estado e do Tribunal de Contas do Estado, quando às possíveis irregularidades na compra de materiais didáticos no montante de R$ 80 milhões em Cuiabá.

A denúncia foi feita pelo prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) referente a gestão do então secretário Amauri Monge, aliado de Pivetta, que deixou a Pasta em abril deste ano.

Pivetta lembrou que o caso está sob investigação nos órgãos de controle e que a denúncia é recente, feita ainda na semana passada pelo prefeito. 

“Cada qual no seu quadrado. O município tem os órgãos de controle para denunciar e a Câmara de Vereadores para fiscalizar. Eu espero que esses órgãos funcionem e investiguem, e se tiver culpado, os culpados que paguem”, disse.

O governador ainda evitou comentar sobre o caso em Cuiabá. “Eu não tenho nada a declarar sobre o que acontece no município”, disse.

Investigação

 

A Prefeitura de Cuiabá, por determinação do prefeito Abilio Brunini, em 28 de janeiro de 2026, também abriu uma investigação interna para apurar possíveis irregularidades na tentativa de aquisição de materiais didáticos pela Secretaria Municipal de Educação e evitou um gasto aproximado de R$ 70 milhões em recursos públicos.

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A investigação é conduzida pela Controladoria Geral do Município, com apoio de setores de auditoria, monitoramento e inteligência da administração municipal. O caso também foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU), Polícia Federal, Polícia Civil, Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e demais órgãos de controle.

 

Entre os pontos analisados pela administração municipal estão contratos com valores considerados incompatíveis com os praticados no mercado.

 

A prefeitura apontou que de 2025 para 2026 são R$ 36 milhões de restos a pagar na Educação.

 

Entre os indícios que motivaram a abertura da investigação, segundo a Prefeitura, estão livros adquiridos por valores que chegariam a R$ 800 a unidade e materiais que teriam sido elaborados, em tese, com uso de inteligência artificial (IA).

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