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Deputado alerta Pivetta: “se eleição fosse hoje, WF seria governador”

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O deputado estadual Eduardo Botelho (UB) alerta que, caso o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) queira de fato ser o próximo chefe do Palácio Paiaguás, terá que “mexer o doce” ou seja, se movimentar mais politicamente. Isso porque, conforme a opinião do parlamentar, no momento o pré-candidato ao Governo mais forte é o senador Wellington Fagundes (PL). 

Para o ex-presidente do Legislativo, a disputa já está polarizada entre o atual vice do governador Mauro Mendes (União) e o parlamentar bolsonarista. “Vai ser uma eleição muito disputada. Temos uma direita muito forte no Estado. O Wellington Fagundes está sendo colocado como um candidato de direita fortíssimo. Eu diria até que, se a eleição fosse hoje, ele seria o governador. Mas como o nosso grupo é forte, mantendo uníssono, podemos ganhar a eleição, mas nós não podemos nos dividir. A minha defesa tem sido clara nesse sentido”, alertou Botelho durante entrevista à TV Vila Real nesta quinta-feira (04). 

Botelho revelou que tinha “certa rejeição” a Pivetta num primeiro momento. O vice-gestor é o candidato do governador e tudo indica que deverá receber o apoio do grupo político que o cerca há quase oito anos, mesmo com alas que não gostaram da antecipação do anúncio de Mendes, feito neste ano.

“Até certo ponto, eu tinha uma certa rejeição com o Otaviano. Depois passei a conviver mais com ele entendi que ficava mais recolhido ao trabalho. Ele não é dado muito a entrevistas. Isso é um lado que até eu acho admirável. Ele começou a sorrir um pouco mais porque o povo quer ver um governador que tenha essa relação,”, avaliou.

Justamente por ter o perfil mais “fechado” e voltado ao trabalho, Botelho defende que Pivetta “socialize” mais. Além disso, novamente pregou para que haja união dentro do União Brasil. “Tem muita água para rolar. É como o senador Jayme Campos fala: tem que ver ano que vem quem vai estar vivo, quem não vai estar preso, quem não vai estar de tornozeleira”, brincou.

Questionado sobre como ficará o grupo político que defende a candidatura de Jayme Campos ao Governo em 2026 ou até mesmo a reeleição, Botelho desconversou e disse que será um assunto que o partido e demais lideranças que fazem parte do arco político irão resolver futuramente, mas ressaltou que agora o União não está sozinho e faz parte da federação com o Progressistas (PP). “O partido irá decidir no momento lá na frente se terá candidatura própria ou se apoiará Pivetta. Agora, temos que lembrar que estamos numa Federação e não tomamos decisões sozinho. Pela conversa que eu vi lá em Brasília é que, nos estados onde tiver alguma disputa, ela vai ser decidida meio a meio. Metade União e metade do PP. Aí a equação é bem clara. Quem está no PP hoje é muito ligado ao Mauro Mendes. E o Mauro tem 70% da União. Então, pela lógica, hoje é isso. Não tem outra alternativa, resta saber se Jayme vai tentar convencer o grupo de que ele é o melhor candidato a governador”, opinou Botelho. 

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