Clima
--°C
Sorriso, MT

“Ficaram solidários com Bolsonaro para não perder votos”, diz Blairo Maggi

Receba todas as notícias do CN News MT no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.

O ex-governador e ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), afirmou que as diversas manifestações de apoio externadas por políticos de Mato Grosso contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não foram solidariedade genuína ao ex-mandatário, mas sim uma manobra estratégica para captar votos de sua base eleitoral.

FIQUE ATUALIZADO COM NOTÍCIAS EM TEMPO REAL:  GRUPO DO WHATSAPPINSTAGRAM DO CN NEWS MT

Após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro no último sábado, diversos políticos do Estado se manifestaram publicamente contra a decisão da Justiça. Entre eles, estavam prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais de Mato Grosso, estado onde o ex-presidente venceu tanto em 2018 quanto em 2022 e onde concentra uma de suas maiores bases eleitorais.

Contudo, Blairo afirma que houve um cálculo eleitoral por trás dessas manifestações, e não um apoio genuíno desses políticos a Bolsonaro.

“Os políticos aqui de Mato Grosso, independente da cor política, menos os petistas, todos ficaram solidários com o Bolsonaro. O que é isso? Na verdade, solidário com ele? Não, não é. É solidário com a posição política, de querer não perder o voto que tem ao redor de quem acredita nesse tipo de coisa”.

A declaração ocorreu na noite desta quarta-feira (26) durante o 3º Congresso Cerealista Brasileiro, realizado no Malai Manso Resort, em Chapada dos Guimarães.

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso na manhã de sábado (22) por causa de uma violação da tornozeleira eletrônica utilizada por Bolsonaro. Em audiência de custódia, o ex-presidente confessou o ato e alegou “paranoia” causada por medicamentos.

Questionado sobre a opinião divergente entre juristas contra o processo que levou à prisão do ex-presidente, Blairo disse que é impossível fazer uma análise sobre isso e que há discordâncias até em sua própria família e seu círculo de amigos. Contudo, afirmou que a última palavra que prevalece é a da Justiça.

“Não tem nem como fazer análise porque 50% pensa de um lado e 50% pensa do outro. Eu vejo dentro da minha própria família, no hall dos meus amigos, ‘ah, mas não teve golpe. Se não houve golpe, não pode haver punição’. Aí o outro fala assim, ‘não, mas teve a tentativa. Se houve a tentativa, tem que ter a punição’. 

“Eu parto do princípio de que a justiça tem a última palavra. Se algum erro está nesse processo judicial, mais à frente, depois que reduzir as pressões, depois que acalmarem as coisas, certamente muitas decisões poderão ser revistas. Eu não sei em que grau, porque não sou jurista, não conheço”. 

PUBLICIDADE

Em Destaque

PUBLICIDADE

Leia mais