Governador é aplaudido por vetar aumento no TJ: “não se dá só para um

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Durante evento do União Brasil, o governador Mauro Mendes, presidente da sigla em Mato Grosso, foi aplaudido ao afirmar que teve “coragem” ao vetar o reajuste de 6,8% concedido aos servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) pela Assembleia Legislativa (ALMT).   declaração é da última sexta-feira (12), durante ato de filiação do ex-deputado federal Nilson Leitão ao partido Progressistas (PP). 

No discurso, o governador relembrou episódio do início de sua gestão, em fevereiro de 2019, quando foi vaiado por produtores rurais em Sorriso (420 km de Cuiabá), para sustentar que costuma tomar decisões impopulares quando considera necessário. Segundo ele, a mesma postura foi adotada diante da pressão dos servidores do Judiciário.

“Lembra dos produtores que me vaiaram no início do mandato? Eu lembro que teve gente falava para mim ‘esse Mauro Mendes não se elege nem para síndico de prédio’. E eu comecei fazendo o que é certo e quero terminar fazendo o que é certo. Esses dias eu tive coragem de vetar o aumento que foi dado ao Poder Judiciário. Se não dá para dar para todo mundo, por que vai dar só para um segmento?”, disse, sob aplausos.

Mendes argumentou que a concessão do reajuste poderia provocar um efeito em cadeia em outros órgãos, gerando impacto estimado em R$ 2 bilhões. De acordo com ele, o valor teria de ser retirado de áreas estratégicas. “Esse seria o tamanho da conta. Vamos tirar R$ 2 bilhões dos investimentos, das obras, das escolas, dos convênios com as prefeitura e de tudo que está acontecendo em Mato Grosso para fazer isso?”, questionou.

O projeto havia sido aprovado em duas votações pela Assembleia Legislativa, mas foi vetado pelo governador sob o argumento de que criaria despesa permanente sem comprovação de capacidade financeira. O veto foi posteriormente mantido pelos deputados.

Ao relatar os bastidores da decisão, Mauro Mendes afirmou que ignorou conselhos políticos. “Eu tomei uma decisão, e, graças a Deus, a Assembleia, com a decisão deles também, eu fui lá, não falei com ninguém, tomei a decisão de subir aquilo que nós recomendamos. Isso é fazer política, é não pensar em si. Eu recebi um conselho que falaram assim: ‘não, governador, esquece isso aí. Não é necessário comprar essa briga, não. Seu mandato está acabando, deixa essa merda explodir no colo do outro’. É o que talvez muitos fariam, e eu não fiz para minha consciência ficar tranquila”, desabafou.

Ao encerrar, o governador disse que enfrentou resistência de vários setores no início da gestão, mas afirmou receber reconhecimento atualmente. “Eu comecei meu mandato tomando decisões. Eu era vaiado pelo setor do agronegócio, que hoje me aplaudido muito, eu era vaiado pela indústria, que hoje me aplaudido muito, eu era vaiado pelo comércio, eu era vaiado por servidores”, recordou. 

Modesto, disse que percorre o estado e é bem recebido por servidores da educação, por exemplo. “Não estou dizendo que todo mundo está me aplaudindo, mas tem muita gente feliz. Eu estou cansado de andar pelo interior e ver professores, professoras, que me procuram voluntariamente, se apresentam como professores, e fazem elogios à melhoria das escolas, da condição de vida, da dignidade”, disse. 

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