Clima
--°C
Sorriso, MT

Governador Otaviano Pivetta cobra que Pará pague gastos de MT com 12 mil moradores de área disputada

Receba todas as notícias do CN News MT no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.

O governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), defendeu que o Pará passe a custear parte dos serviços públicos oferecidos por Mato Grosso a cerca de 12 mil moradores que vivem em uma área de divisa entre os dois estados. A proposta foi apresentada durante uma audiência de conciliação realizada nesta quarta-feira (10) no Supremo Tribunal Federal (STF).

A reunião foi conduzida pelo ministro Flávio Dino e discutiu a disputa territorial envolvendo uma área de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados localizada na região do Salto das Sete Quedas, alvo de questionamentos judiciais há anos.

Durante o encontro, Pivetta argumentou que, embora a área seja considerada território paraense pelas decisões judiciais mais recentes, a população local depende majoritariamente da estrutura pública de Mato Grosso para ter acesso a serviços essenciais.

Segundo o governador, atendimentos de saúde, segurança pública, transporte de pacientes, serviços do Corpo de Bombeiros e outras ações governamentais são realizados diariamente por órgãos mato-grossenses, gerando custos que hoje são arcados exclusivamente pelo Estado.

FIQUE ATUALIZADO COM NOTÍCIAS EM TEMPO REAL:  GRUPO DO WHATSAPPINSTAGRAM DO CN NEWS MT

“O Pará arrecada os tributos daquela região, mas quem presta os serviços é Mato Grosso. Precisamos construir uma solução que reconheça essa realidade e garanta uma compensação pelos gastos que vêm sendo assumidos ao longo dos anos”, afirmou.

A proposta apresentada por Mato Grosso prevê a criação de um modelo de cooperação entre os estados, com a definição dos custos dos serviços prestados à população da região e a implementação de um mecanismo de ressarcimento financeiro.

Pivetta também destacou que a falta de uma solução definitiva tem provocado dificuldades para os municípios localizados próximos à divisa. Segundo ele, prefeitos frequentemente precisam utilizar ambulâncias, maquinários e equipes públicas para atender moradores da área, mesmo sem haver uma definição clara sobre a responsabilidade administrativa da região.

“O objetivo é encontrar um caminho equilibrado, que preserve os direitos da população e distribua de forma justa as responsabilidades entre os dois estados”, disse.

PUBLICIDADE

Em Destaque

PUBLICIDADE

Leia mais