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Governo dos EUA avaliou novas sanções contra Moraes após investigação sobre fonte de reportagem, diz jornal

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O governo dos Estados Unidos discutiu a possibilidade de impor novas sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo reportagem publicada neste domingo (16) pelo Financial Times. De acordo com o jornal britânico, que cita fontes familiarizadas com as discussões, o debate ocorreu após Moraes autorizar medidas em uma investigação relacionada à fonte de uma reportagem sobre o também ministro do STF Flávio Dino.

Até as informações apresentadas no texto-base, não há indicação de que uma nova sanção tenha sido efetivamente aplicada. O relato é de que a possibilidade esteve em discussão dentro do governo americano.

Segundo o Financial Times, o episódio que levou o caso novamente ao radar de autoridades dos Estados Unidos envolve a investigação sobre a origem de informações utilizadas em uma reportagem relacionada a Dino.

Na última semana, Moraes autorizou mandados de busca e apreensão no âmbito dessa apuração.

O eventual avanço de medidas contra o ministro representaria um novo capítulo de uma relação que já provocou tensão entre autoridades brasileiras e americanas.

Moraes já foi alvo da Lei Magnitsky

Alexandre de Moraes foi alvo de sanções americanas em julho de 2025, quando os Estados Unidos aplicaram contra ele medidas com base na chamada Lei Magnitsky.

Conforme o texto-base, a decisão foi relacionada à atuação do magistrado na condução do julgamento que resultou na condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022.

As sanções, entretanto, não permaneceram em vigor. Em dezembro daquele ano, o governo americano retirou Moraes da lista vinculada à legislação.

A informação publicada agora pelo Financial Times indica que o nome do ministro voltou a ser discutido no governo dos Estados Unidos, desta vez em razão de acontecimentos recentes envolvendo a investigação sobre a fonte jornalística.

A reportagem fornecida, porém, não informa quais sanções específicas teriam sido consideradas nem se existe decisão formal do governo americano para retomá-las.

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Declaração amplia tensão

O episódio ocorre paralelamente a manifestações públicas de integrantes do governo dos Estados Unidos sobre temas relacionados ao Brasil.

Neste domingo, Sarah B. Rodgers, subsecretária de Diplomacia Pública do Departamento de Estado americano, comentou no X atualizações relacionadas ao algoritmo da plataforma para as eleições brasileiras.

Ao tratar do assunto, Rodgers afirmou que a transparência algorítmica atende a uma demanda frequentemente apresentada por reguladores, mas acrescentou que a situação também sinalizaria, segundo sua avaliação, a existência de censura imposta pelo Brasil.

A declaração não equivale ao anúncio de uma medida contra Moraes, mas acrescenta um novo componente às manifestações públicas de autoridades americanas sobre decisões e regulações brasileiras.

Discussão não significa nova punição

A distinção entre a discussão relatada pelo Financial Times e a aplicação efetiva de uma sanção é central para a compreensão do caso.

Pelas informações disponíveis, o governo americano avaliou a possibilidade de novas medidas contra Moraes. Não há, no texto-base, confirmação de que o ministro tenha voltado a ser formalmente incluído em uma lista de sanções.

Também não foram apresentados detalhes sobre quais setores do governo dos Estados Unidos participaram das discussões ou sobre eventual cronograma para uma decisão.

O caso ganha relevância justamente pelo histórico recente envolvendo Moraes e Washington. Depois da aplicação e posterior retirada das sanções em 2025, uma eventual retomada das medidas representaria nova escalada na relação envolvendo autoridades dos dois países.

Até que exista manifestação oficial ou decisão formal do governo americano, entretanto, a possibilidade de novas sanções permanece no campo das discussões relatadas pelo jornal britânico.

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