O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), minimizou nesta quarta-feira (19) as propostas de impeachment de integrantes da Corte defendidas por candidatos nas eleições deste ano.
Em reportagem publicada na Folha de São Paulo, ele afirmou que o discurso tem caráter eleitoral e dificilmente encontrará condições institucionais para avançar no Senado.
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A pauta ganhou força principalmente entre candidatos ligados à direita e passou a ocupar espaço central na campanha ao Congresso. O grupo busca ampliar sua representação no Senado, responsável por analisar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo, e alcançar os 54 votos necessários para uma eventual condenação e perda do cargo.
Questionado sobre a possibilidade de as propostas se concretizarem após as eleições, Gilmar afirmou não estar preocupado. “Entre o pensamento e a ação, o pensamento e o gesto, vai uma distância enorme. Certamente, se alguém com essa bandeira se tornar senador, terá imensas dificuldades de implementá-la”, declarou.