Clima
--°C
Sorriso, MT

Jayme Campos prevê novas operações em MT: “faltará cadeia pra tanta gente”

Receba todas as notícias do CN News MT no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.

Cheio de frases de efeito, o senador Jayme Campos (União) prevê uma série de operações da Polícia Federal e também da Polícia Civil envolvendo ex-aliados políticos. Segundo ele, as ações irão colocar Mato Grosso novamente nas manchetes policiais nacionais e que faltarão presídios no estado para prender os alvos das futuras investigações. 

O cacique não citou nomes. “Pelas informações que eu tenho, eles dizem que estamos antecipando, eu vejo boatos correndo na praça, que não é uma não, né, amigo? Me parece que vêm duas ou três [operações], o trem é mais feio do que se pensa”, disse nesta quarta-feira (19). 

Não é a primeira vez que Jayme faz essas acusações. Na semana passada, na sede do Partido Liberal (PL), o cacique fez uma série de acusações contra a atual gestão estadual, comandada por Otaviano Pivetta (Republicanos) e também a antiga, do ex-governador Mauro Mendes (União). 

Ele inclusive cobrou da imprensa o papel de investigar as “denúncias” que estava fazendo. Desta vez, voltou a falar sobre as acusações. “Se eu for abrir o bico aqui, se eu for falar tudo o que eu sei, acabou o Mato Grosso. Não sobra cadeia para tanta gente e vai ter que ir buscar novos presídios”, disparou. 

Ele comparou as supostas novas apurações com as que ocorrem contra as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). “Para mim é organização criminosa. PCC, Comando Vermelho. Os Irmãos do Norte é fichinha do que está acontecendo aqui. No Espírito Santo, estão usando um container para prender gente. É o que vai acontecer aqui em Mato Grosso”, disse. 

FIQUE ATUALIZADO COM NOTÍCIAS EM TEMPO REAL:  GRUPO DO WHATSAPPINSTAGRAM DO CN NEWS MT

As falas ocorrem após a Polícia Federal deflagrar a Operação Heritage, que investiga suspeitas relacionadas a um acordo de R$ 308 milhões envolvendo o Governo de Mato Grosso e a empresa de telecomunicações Oi. A operação teve como alvos autoridades, políticos e pessoas ligadas ao núcleo do ex-governador Mauro Mendes.

Questionado se estaria prevendo as ações e criticando a atual gestão – que apoiou desde 2019 -, por não ter sido o candidato do União Brasil ao Governo, Jayme negou. “Nunca fiz e jamais farei. Não sou nenhum cidadão que usa essa prática com interesse político pessoal. Agora que eu fiz uma denúncia, eu, Carlos Fávaro e Wellington Fagundes, pedindo ao ministro do STF, André Mendonça, que apoie o caso dos consignados. Me deixa indignado de ver os servidores do Mato Grosso sendo roubados, e foram roubados à luz do dia”, disparou.

De forma mais dura ainda, comparou o caso com crimes hediondos. “Tem cidadão que já prestou R$ 20 mil, já pagou R$ 30 mil e ainda deve R$ 50 mil. Isso é um assalto à mão armada. Quase que é um latrocínio quando você mata para roubar. Isso está acontecendo. Tem que ser apurado. É só lambança também”, enfatizou.

PUBLICIDADE

Em Destaque

PUBLICIDADE

Leia mais