O senador Jayme Campos (UNIÃO) rebateu, em entrevista ao programa Resumo do Dia, nesta terça-feira (12), as declarações do deputado federal Fábio Garcia (UNIÃO) e contestou a existência de uma comissão de apenas 5 membros para decidir o futuro da federação com o PP e propôs a realização de uma “pré-convenção” já em junho para encerrar o que chamou de “disse me disse”.
Jayme criticou o cálculo apresentado por Fábio sobre a composição composta por 5 membros dos dois partidos que daria a palavra final sobre as candidaturas.
“Quero ver qual vai ser o cálculo que o Fábio Garcia achou esse número de cinco. Vai ser indicado quem? Só três pelo União e dois pelo PP? Não é por aí. Você está extremamente equivocado. Parece que já estão bolando alguma coisa”, disparou o senador.
Durante a fala, Jayme não poupou o governador e presidente do partido, Mauro Mendes. Ao listar os mandatos que devem ter peso na decisão, o senador ironizou a atual situação de Mendes, que deixou o cargo em 2026.
“O Fábio tem um voto. Jayme Campos tem o doutor Júlio Campos, Sebastião Rezende e Dilmar Dal Bosco. Já vamos relevar o Mauro Mendes, que não tem mandato mais, é ex, né? Ele é presidente do partido, mas temos que ter bom senso. O Mauro vai participar dessa federação com direito a um voto”, alfinetou.
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O senador disse que a candidatura própria ao Governo do Estado é uma prioridade estatutária e que não aceitará decisões monocráticas.
“Agora, não podem as pessoas achar que o Mauro tem a autoridade para vir passar o rodo em todo mundo aqui. Não, não, não, não. Para isso temos instâncias superiores”, sentenciou Jayme, reforçando que a direção nacional apenas homologa o que for decidido regionalmente.
Para evitar o desgaste da imagem e a incerteza entre os eleitores, Jayme confirmou que vai propor a Mauro Mendes que o partido defina os rumos em junho, antes do período oficial de convenções, que começa em 20 de julho.
“Vou fazer uma proposta para anteciparmos uma pré-convenção agora no mês de junho, para acabarmos com essa delonga que causa prejuízo. As pessoas ficam indagando se vou ser candidato ou não. Eu sou candidato, mas não de mim mesmo, sou candidato do meu partido”.