O senador Jayme Campos reagiu à informação de que a Federação União Progressista protocolou na Justiça Eleitoral a composição do diretório executivo em Mato Grosso com maioria de nomes alinhados ao ex-governador Mauro Mendes, pré-candidato ao Senado. A articulação teria como pano de fundo enfraquecer sua pré-candidatura ao governo do Estado para viabilizar o apoio à reeleição do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Sem poupar críticas, o senador classificou a movimentação como “jogo sujo, porco, rasteiro e sem ética”. Ele afirmou que a definição dos nomes ocorreu sem consulta às lideranças locais.
Jayme criticou a condução do processo dentro da federação. “É um jogo, assim, sujo, porco. A coisa mais rasteira, mais porca que existe em política é você trabalhar com pessoas que não têm respeito, não têm ética, não têm princípio”, disparou em entrevista ao programa Resumo do Dia (TV Cuiabá), nesta terça-feira (02).
Pela composição encaminhada, Mauro Mendes foi definido como presidente do diretório estadual, tendo como vice o ex-senador Cidinho Santos (PP). Também integram o colegiado a ex-senadora Margareth Buzetti (PP), o próprio Jayme Campos (UB), o deputado federal Fábio Garcia (UB), o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (UB) e o presidente da MT Gás, Aécio Rodrigues (PP).
Já o deputado estadual Júlio Campos (UB) foi incluído como suplente, ao lado da ex-primeira-dama Virginia Mendes (UB), do presidente da MT Par, Wener Santos (PP), e do empresário Eusébio Diniz (PP). A situação que gerou ainda mais insatisfação no grupo político do senador.
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Jayme argumenta que o rito partidário ainda não foi concluído e que a definição de candidaturas passa, obrigatoriamente, pelas convenções do União Brasil e do Progressistas. “Primeiro acontecem as convenções dos partidos. Depois, isso segue para a federação estadual e, por fim, vai para o nacional, que é quem homologa as candidaturas”, explicou.
Ele reconheceu que Mauro Mendes tem maioria na federação em Mato Grosso, mas afirma que ainda haverá votos divergentes, inclusive o dele e o de Dilmar Dal Bosco. Segundo o senador, a decisão final caberá à instância nacional.
Apesar do cenário adverso, Jayme diz não estar preocupado e aposta na força interna do União Brasil. “O nacional que vai homologar as candidaturas. Feito isso, lá no próprio regimento diz que, prioritariamente, o partido tendo uma candidatura, com certeza, tem que ser lançada. Mas eu não estou preocupado. O importante é eu ganhar na convenção do meu partido”, avisou.
O senador também criticou o fato de lideranças históricas não terem sido ouvidas na formação do diretório. Ele citou o próprio Júlio Campos e o deputado estadual Sebastião Rezende como exemplos de nomes ignorados no processo.
Para Jayme, a forma como o diretório foi montado desrespeita a trajetória de lideranças que ajudaram a construir o grupo político ao longo dos anos. “Ninguém foi ouvido. Fizeram isso na calada da noite. Política não se faz assim. Se faz com respeito, com altivez e com compromisso com bons projetos para Mato Grosso”, concluiu.