Mato Grosso tem o segundo maior custo mensal por magistrado do país, com gasto mensal de R$ 177 mil por juiz

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Mato Grosso aparece como o segundo estado do país com maior custo mensal por magistrado, segundo dados do relatório Justiça em Números 2026, divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Conforme o levantamento, o custo médio mensal por juiz ou desembargador em atividade no estado chega a R$ 177.613.

O valor coloca o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) atrás apenas do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) no ranking nacional de despesas por magistrado.

De acordo com o CNJ, o montante não representa o salário líquido recebido pelos integrantes da magistratura, mas sim o custo total do cargo para o poder público. A conta inclui subsídio, encargos sociais, recolhimentos previdenciários pagos pelo Estado, direitos eventuais, verbas indenizatórias e outras despesas administrativas relacionadas à estrutura do Judiciário.

Como comparação, o custo médio mensal por servidor do Judiciário estadual em Mato Grosso é de R$ 25.485, o que coloca o estado na 8ª posição nacional nessa categoria.

Os dados vêm à tona em meio a um momento delicado para o Judiciário mato-grossense, que enfrenta investigações e afastamentos determinados por órgãos de controle. As apurações envolvem suspeitas de irregularidades em decisões judiciais e possível favorecimento em processos.

Em Cuiabá, o Palácio da Justiça tem sido alvo de investigações conduzidas por órgãos federais. Entre os pontos apurados estão supostas movimentações financeiras incompatíveis, suspeitas de recebimento de vantagens indevidas e possível interferência em decisões judiciais.

As investigações também alcançam comarcas do interior de Mato Grosso. Há registros de magistrados afastados ou investigados em cidades como Sinop, Sorriso, Vila Rica, Vila Bela e Rondonópolis, em procedimentos que apuram suspeitas de favorecimento, enriquecimento ilícito, abandono de comarca e condutas incompatíveis com a função pública.

Em Sorriso, duas situações envolvendo a magistratura aparecem entre os casos citados em apurações recentes. Já em Sinop, Vila Rica, Vila Bela e Rondonópolis, os afastamentos e investigações também estão relacionados a suspeitas administrativas e disciplinares, conforme os órgãos de controle.

Apesar das investigações em andamento, os casos ainda dependem de conclusão pelas autoridades competentes. Até decisão final, os envolvidos têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

O relatório do CNJ reforça o debate sobre os custos do Judiciário em Mato Grosso e a necessidade de transparência na gestão dos recursos públicos, especialmente em um cenário de crise institucional e questionamentos sobre a conduta de integrantes da estrutura judicial.

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