O governador Mauro Mendes (UB) comentou sobre a declaração do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, de que ele e o deputado federal José Medeiros (PL) serão os nomes apoiados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para a disputa ao Senado em 2026. Mendes disse receber a manifestação com “alegria”, mas reforçou que sua prioridade segue sendo a gestão do Estado até o fim do mandato.
“Recebo com alegria qualquer manifestação positiva em relação a mim e ao Governo. Entretanto, isso não muda as minhas convicções. Minha convicção é que é tempo de trabalhar, é tempo de plantar, é tempo de devolver para a população a confiança que depositaram em mim para exercer o mandato de governador até 2026. Vou trabalhar até lá priorizando as ações de governo e não o processo eleitoral de 2026”, afirmou.
Bolsonaro foi condenado pela 1ª Turma do STF pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado pela violência, grave ameaça contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin votaram pela condenação de Jair.
Para ele, esse tipo de disputa não contribui em nada para resolver os problemas reais do país, como a dívida fiscal. “Fico muito chateado e triste porque o Brasil perde muito tempo com essas confusões. Essa briga de direita e esquerda, de condena aqui, condena para lá, só traz mal ao país. Não resolve o problema do juro alto, da falta de investimento, da segurança pública que cada dia piora”, declarou.
Mendes ainda citou o assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, de 64 anos, a mando da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) como exemplo da crise de segurança vivida no país. “É uma vergonha, um tapa na cara da maioria dos brasileiros de bem, porque aquilo pode acontecer com qualquer um. E isso não se discute, se discute essa guerrinha [ideológica] que é muito ruim e lamentável”, encerrou.


