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Mulheres do PT repudiam apoio nacional a Taques: “cima para baixo”

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Com o anúncio de que a segunda vaga ao Senado seria destinada ao ex-governador Pedro taques (PSB), a ex-vereadora de Sinop e suplente de deputada estadual Professora Graciele (PT) criticou, nas redes sociais, a decisão da federação Brasil da Esperança em preterir mulheres na chapa majoritária em 2026. Na manhã de domingo (14), Graciele usou as redes sociais para criticar a decisão.

“Estava indo tudo lindo até a gente saber que a Federação anunciou uma segunda vaga para o Senado, que não é uma mulher, é um homem. Sei que tem um monte de gente receosa de falar, mas não dá pra dizer que é uma estratégia acertada. Nós precisamos das mulheres em todos os espaços. Não posso dizer que eu não tô decepcionada e como a minha marca sempre foi coragem, eu não posso me furtar de dizer isso publicamente”, declarou. 

Ocorre que, na mesma manhã, lideranças e dirigentes da Federação (PT, PV e PCdoB) se reuniram na Associação Matogrossense dos Municípios (AMM) e na ocasião,  o presidente nacional do partido dos Trabalhadores, Edinho Silva informou a filiação de Taques ao PSB, que deverá concorrer ao Senado. No momento, a Federação com três partidos não conta com nenhum nome para encabeçar as chapas majoritárias.

Para a vaga ao Governo de Mato Grosso, o nome que o bloco deve apoiar é o da médica Natasha Slhessarenko (PSD). Já na primeira vaga ao Senado o primeiro nome é o do ministro da Agricultura Carlos Fávaro (PSD), que buscará a reeleição. 

Diante disso, o anúncio de que Taques pode ser o candidato da segunda vaga frustrou parte dos petistas, principalmente as mulheres, que têm como principal nome o da ex-deputada federal e atual presidente estadual do PT, Rosa Neide, que em 2022 conquistou mais de 100 mil votos à Câmara Federal, mas não conseguiu se eleger devido a uma chapa fraca. Esse é um erro que a esquerda não quer repetir.

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Graciele ainda defende que a “ordem” não venha de cima para baixo. “É uma pena. Na eleição passada, nós tivemos também uma série de erros que saíram caríssimos pra nós. E agora a gente vai ficar assistindo, se a decisão vier de cima pra baixo e não for acertada, a gente vai assistir pra depois dizer: Eu avisei! Me ajuda a te ajudar, Federação!”, declarou. 

Questionada por uma seguidora se poderia mudar de sigla diante disso, a petista pregou cautela. “Acalma teu coração, companheira. Pra que a pressa? Fica tranquila que quando alguma decisão nesse sentido for de fato efetivada você saberá. E, seja ela qual for, eu encararei com a coragem que sempre encarei todos os desafios políticos nesse nosso Estado. Minha luta para que as mulheres estejam na política e possam tomar suas decisões sendo respeitadas é um compromisso que tenho com as que vieram antes de mim e com as que virão depois de mim”, respondeu.

Ainda nos comentários há o “pitaco” de quem também, por enquanto, ainda é do PSB, como do ex-deputado estadual e atual secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, que em 2026 deve oficializar sua mudança de casa para o Podemos, partido mais à direita do ‘espectro político’. Ele declarou apoio à amiga que deve buscar uma vaga à Câmara Federal. “Parabéns pela coragem Graci, por isso, também, que você terá o meu voto e apoio para Federal. E logo o Pedro Taques”, ironizou.

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