O governador Mauro Mendes (União) afirmou que ouviu da boca do próprio ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que desejaria apoiar ele e o deputado federal José Medeiros (PL) ao Senado em 2026. Ao programa Resumo do Dia, o gestor desconversou sobre uma provável aliança na próxima eleição, mas disse que aceitará qualquer apoio numa eventual candidatura.
O provável encontro a que Mendes se refere pode ter ocorrido no dia 16 de março deste ano, quando o governador e a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, foram até a orla da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para acompanharem o ato com Bolsonaro em defesa da anistia para os golpistas condenados por invadir as sedes dos Três Poderes em Brasília, no dia 8 de Janeiro de 2023.
“Eu não conversei com ninguém sobre isso, eu ouvi isso realmente, é um desejo do presidente Bolsonaro, ouvi dele no Rio de Janeiro quando eu estava por lá, que ele desejava apoiar a mim e ao Medeiros, isso ouvi da boca dele, falou isso na frente de um monte de gente que estava lá e obviamente me agrada. Qualquer pessoa que queira me apoiar eu vou ficar feliz, Bolsonaro é um líder da direita, mas ele não vota em Mato Grosso , vou buscar o voto de cada cidadão, mostrar o que fiz como governador e o que posso fazer se por ventura for candidato ao Senado”, comentou na última segunda-feira (3).
Segundo o chefe do Palácio Paiaguás, o ‘Clã Bolsonaro’ também teria simpatia ao nome do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para suceder Mauro Mendes. A informação veio à tona em outubro deste ano, após um encontro entre o presidente nacional Valdemar da Costa Neto e o presidente estadual, Ananias Filho.
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“Conheço o Valdemar, é um grande presidente do PL, o que eu combinei com ele em 2022 ele entregou, eu entreguei. Na vida política isso é muito bom, ter palavra, quando você faz acordo e cumpre. Esse ano eu ainda não conversei com Valdemar, andei conversando com Bolsonaro um pouco, fico feliz pela simpatia que ele tem pelo meu nome, não conversei com ele sobre isso, vi que ele também tem simpatia pelo nosso vice Pivetta, mas não passou disso”, ponderou.
A informação de que Bolsonaro pode apoiar Pivetta causou mal-estar com o senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato da sigla ao Governo de Mato Grosso. No entanto, o liberal mantém a pré-candidatura e sempre que pode, ameniza a respeito do encontro entre os dirigentes. Sobre isso, Mendes desconversou ao ser questionado.
“Tenho visto alguns rumores pela imprensa, comentários, ví que o Wellington tem algumas dificuldades com o prefeito Abilio, o prefeito de Rondonópolis [Cláudio Ferreira], a de Várzea Grande [Flávia Moretti], em várias cidades aí, coisas internas de partido, mas eu não tenho entrado muito nesse mérito. Tenho deixado as eleições de 2026 para 2026 e gasto minhas energias entregando resultados”, encerrou.