O presidente do TCE-MT Sérgio Ricardo defende que é necessário dar tempo para que os novos gestores dos 142 municípios organizem a “casa”, montem seus times e comecem a implementar a sua marca. O conselheiro alerta, entretanto, que é necessário acelerar os trabalhos visto que o “o prefeito é novo, mas os problemas são antigos”. Especificamente sobre Cuiabá, onde Abilio Brunini (PL) decretou estado de calamidade financeira, o conselheiro avalia que o liberal sabe o que está fazendo e que deve ser respeitado. Declarações foram feitas durante o lançamento do Encontro Mato-Grossense dos Municípios, que será em fevereiro voltado aos 142 municípios do Estado – especialmente voltado a prefeitos, secretários e vereadores.
“Certamente, nesse momento, talvez por cautela, ele (Abilio) decretou estado de calamidade (financeira) por cautela, até conhecer qual é a dívida, o que a prefeitura deve, para poder ir gerenciando os pagamentos”, avalia o conselheiro. O prefeito da Capital de Mato Grosso anunciou a medida após afirmar que o ex-gestor Emanuel Pinheiro deixou um rombo nas contas do Palácio Alencastro, além de uma folha salarial para ser quitada e débito com fornecedores.
Questionado sobre o atraso do salário dos servidores de Cuiabá, que só deve ser pago dentro do mês em outubro, Sérgio argumenta que Abílio já sinalizou a quitação da folha de dezembro na sexta (10) e que a situação deve se normalizar. “A prefeitura tem fôlego. Então, pelas informações que eu recebi é de que, nesses primeiros dias, vão entrar no caixa da prefeitura R$ 100 milhões. Talvez tenha sido por causa disso que ele (Abilio) tomou a decisão de decretar o estado de calamidade financeira, para tomar o pé das coisas”, avalia.
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O presidente da Corte de Contas ressalta que o tema será acompanhado de perto, mas acredita que a situação será normalizada em breve e que Abilio não irá desrespeitar a legislação fiscal. “Vai colocar o caixa em dia, porque Cuiabá é uma cidade que responde, e as pessoas pagam seus impostos. Então, eu vejo que as coisas vão melhorar”.
Questionado se faltou fiscalização por parte do TCE, que recentemente emitiu parecer favorável às contas do ex-prefeito Emanuel, Sérgio rechaça a tese e garante que a Corte acompanhou a administração municipal de perto, fazendo as intervenções necessárias.


