O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) defendeu que as lideranças de esquerda comecem a “mexer o doce” e se decidam sobre as candidaturas majoritárias de Mato Grosso para 2026. Ele classificou como um bom nome o da médica Natasha Slhessarenko (PSD) ao Governo e sugeriu que a ex-vereadora por Sinop, Professora Graciele (PT), dispute a segunda vaga ao Senado, considerando que o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), buscará a reeleição também pelo campo progressista.
“Em 2022, cometemos o erro de só tomar a decisão no finalzinho de junho, há poucos dias das convenções e, na prática, foi uma eleição de W.O para a reeleição do governador Mauro Mendes. Eu acredito que aprendemos com 2022 e, por isso, tenho defendido já há bastante tempo que precisamos definir logo o nome para a disputa do Governo do Estado”, disse à Rádio Cultura FM nesta quarta-feira (22).
Lúdio revelou que haverá uma agenda em Brasília (DF) com os presidentes estaduais dos partidos do campo progressista e as direções nacionais, para tratar das eleições em Mato Grosso. Ele relembrou que, desde 2024 e ao longo deste ano, já defendia o nome do ex-prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (PV), para disputar o Palácio Paiaguás.
O petista quer definir logo os nomes para evitar enrolação e garantir tempo para trabalhá-los junto à população. Ele defendeu que Natasha seja lançada ao Governo, que o ministro Fávaro busque a reeleição e, como segundo nome ao Senado, apesar de reconhecer a qualificação da ex-deputada federal Rosa Neide (PT), apostou na suplente Graciele Marques dos Santos, que ocupou uma cadeira na ALMT por um mês.
Ela é natural de Sinop, região norte do Estado, fortemente ligada ao agronegócio e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e recebeu 7.580 votos na eleição passada. “A gente tem o Fávaro como candidato à reeleição ao Senado e precisamos definir o segundo nome na nossa chapa. Eu defendo a segunda candidatura ao Senado. Prefiro que seja uma mulher. Poderia ser a Rosa Neide, embora a prioridade dela seja disputar o mandato de deputada federal, mas nós temos, no PT, por exemplo, a professora Graciele, que foi vereadora em Sinop, é suplente de deputada estadual e esteve, nos meses de julho e agosto, exercendo o mandato. A gente tem que fazer a leitura também do cenário da disputa”, explicou.
VETO A TAQUES
Lúdio não acha de “bom tom” colocar o ex-governador Pedro Taques (sem partido) ao lado de seu ex-vice Carlos Fávaro, visto que os dois, que já foram aliados em 2014, ainda teriam rusgas. “Eu não sei se seria uma composição interessante o Taques e o Fávaro na mesma chapa. O primeiro e o segundo voto têm que somar e um voto não pode anular o outro. Então, é importante que tenhamos duas candidaturas na nossa chapa. Na minha opinião, o Taques seria um bom nome para disputar o cargo de deputado federal, se ele se filiasse ao PV”, sugeriu.
Por fim, Lúdio negou qualquer possibilidade de disputar o Governo do Estado. “Nenhuma. Eu já cumpri essa tarefa, e gato escaldado tem medo de água fria. Eu disputo a reeleição para deputado estadual, para ampliarmos nossa bancada e estarmos mais próximos de Mato Grosso, de Cuiabá”, encerrou.